Para o jornalista Arnaldo Rafael Borges, 36 anos, participar como voluntário nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro é a concretização de um sonho e de uma espera de mais de dois anos. Este foi o período que ele aguardou para a conclusão da seletiva do Comitê Olímpico. "A Olimpíada, maior evento do esporte no mundo, é o sonho de todo atleta e também dos jornalistas esportivos. Como amante e praticante do esporte sempre achei que tinha de participar deste processo e tão logo soube das inscrições já me alistei. Foi uma espera árdua, por conta da ansiedade, mas no fim deu certo".
Para "se manter no Rio" ao longo de 20 dias das atividades,  ele fez uma poupança. "O plano inicial era de atuar nos Jogos Olímpicos como um profissional remunerado, mas como essa possibilidade acabou descartada, por conta das vagas, me alistei como voluntário. O que, pessoalmente, não vejo diferença em relação à realização profissional porque é um momento único de grandes possibilidades de intercâmbio", defende.
A falta de remuneração e de um "plano B" para sua vida fora dos Jogos Olímpicos gerou críticas. "Muitos criticando indireta e diretamente o meu trabalho voluntário nas Olimpíadas do Rio. Sim, voluntário, e daí? Onde, em apenas 20 dias, terei a oportunidade de conhecer pessoas de mais de 100 países, colocar em prática minha fluência em inglês, meus últimos seis meses intensos de estudos em espanhol, minha experiência com comunicação e onde trabalharei com os melhores fotógrafos do mundo no maior evento esportivo do planeta?", desabafou Arnaldo em seu perfil nas redes sociais, há cerca de duas semanas. No início da semana, pouco antes da entrevista ao Mogi News, ele postou mais um recado": "Tirar férias para descansar já era. O lance é tirar férias para trabalhar. Depois da Copa do Mundo, mais um grande evento esportivo para o currículo, não só grande, o maior! Não vivo sem esporte. Obrigado aos que me incentivam", concluiu ele que, além do apoio, está hospedado na casa de um amigo.
O estudante Guilherme Heidy Hirata, 27 também aguardou ansiosamente para poder participar como voluntário na equipe de Hipismo. "É um momento único, uma experiência inigualável poder conviver com o espírito olímpico e conhecer pessoas de todo o mundo". (N.A.)