O trânsito de Mogi das Cruzes matou 44 pessoas apenas nos seis primeiros meses do ano. O número é 10% maior que o registrado entre janeiro e junho de 2015, quando 40 mogianos perderam a vida no trânsito. O índice do primeiro semestre de 2016 representa 10,71 mortes por cada 100 mil habitantes. O levantamento foi obtido por meio do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), ferramenta do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do estado.
O Infosiga reúne todas as mortes no trânsito registradas nas cidades do Estado de São Paulo. De acordo com a ferramenta, das 44 pessoas que morreram nas ruas e avenidas de Mogi, apenas nos seis primeiros meses desse ano, 30 eram homens. Esse número representa 68% das mortes por acidentes, colisões ou atropelamentos. Seis mulheres morreram no período e, em oito casos, o sexo da vítima não foi informado.
O mês campeão de mortes nesse ano foi abril. Nos 30 dias ocorreram dez mortes, o que representa uma vítima fatal a cada três dias. Das mortes, oito foram homens e duas mulheres. Em seguida, aparece fevereiro, com nove casos, nos quais sete homens, uma mulher e um não informado o sexo.
Janeiro e março aparecem empatados no ranking do Infosiga. Cada mês registrou oito mortes no trânsito. No primeiro, seis homens e uma mulher morreram. A outra vítima não teve o sexo revelado. Em março, dois homens e uma mulher morreram e, em cinco casos, o sexo não foi divulgado.
Maio contabilizou sete mortes (seis homens e um não identificado). Junho teve o menor índice de vítimas fatais no trânsito; foram duas mortes (um homem e uma mulher).
O trânsito mogiano fez 71 vítimas em todo ano passado. No primeiro semestre, 40 pessoas morreram, enquanto outras 31 perderam a vida entre julho e dezembro de 2015.
Meta
Com os dados do Infosiga, o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito quer elaborar e desenvolver políticas públicas e ações para reduzir pela metade as mortes no trânsito de São Paulo até 2020.