Um forte terremoto, registrado na madrugada de ontem no centro da Itália, provocou pelo menos 159 mortes e deixou centenas de pessoas feridas. De acordo com um suzanense, que há seis anos vive no país, o clima em todo o território é de muita comoção.
O estudante Tiago Inácio Branchini, de 31 anos, reside em Roma onde cursa o mestrado na Universidade La Sapienza. Esta é a terceira vez que o rapaz presencia um tremor deste tipo. "Por volta das 3h30 acordei com o tremor do prédio. Como moro no sétimo andar, a vibração é menor. Ocorre um movimento de ir para um lado e para o outro. Olhei pela sacada não vi nada diferente e então voltei a dormir. Em Roma não aconteceu nada grave, por isso não cheguei a me assustar. Percebi que estava tremendo, mas foi passageiro. Durou cerca de 10 a 20 segundos", disse.
De acordo com Bianchini, apesar dos danos maiores terem sido registrados na cidade de Amatrice e nas províncias de Ascoli Piceno, Fermo e Macerata, todo o território Italiano está bastante abalado com o ocorrido. "São muitas mortes. Os hospitais pedem para doarmos sangue, a televisão a toda hora solicita auxílio para os envolvidos. Há uma grande mobilização para ajudar as cidades que estão precisando", disse.
O ocorrido, segundo ele, não deve interferir em sua estadia na Itália. "Me formarei em março do ano que vem. Se não conseguir um emprego devo voltar para o Brasil ou ir para outro país. O terremoto não interfere nisso. O impacto é mais na questão de se sensibilizar com o acontecimento. Uma coisa que é interessante é ver o sentimento de comunidade que os italianos têm. Quando acontece uma catástrofe como essa as pessoas se mobilizam para de alguma forma contribuir com as outras", concluiu.
Brasileiros
Em comunicado emitido pelo Itamaraty, o governo brasileiro lamentou o ocorrido e informou que a Embaixada e o Consulado-Geral em Roma estão monitorando a situação. "Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas", comunicou.