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A Paralimpíada do Rio de Janeiro começa no dia 7 do mês que vem e 12 paratletas que treinam no Sesi de Suzano representarão o País no maior evento paradesportivo do mundo. A maioria deles já se encontra na cidade paralímpica deste ano. De acordo com o orientador de Esporte da unidade, Ronaldo de Oliveira, o Sesi foi o clube com o maior número de paratletas convocados do Brasil - no total são 14 paratletas. Destes, 12 treinam na unidade Sesi do município.
Evelyn Vieira, da modalidade bocha adaptada, mora e treina na cidade. As suzanenses Nathalie Lima Silva e Suellen Dellangelica, além da mogiana Gizele Costa Dias, irão representar o voleibol sentado. Outras paratletas, como Edwarda Dias, Janaína Petit e Laiana Batista, deixaram suas cidades natais, e atualmente moram e treinam em Suzano. No masculino, Fabricio Silva, que mora em Santos, também se juntou ao time que irá representar o País.
No goalball feminino, as paratletas Gleyse Portioli e Simone Camargo, moram em São Paulo e treinam em Suzano. No masculino, Alex Souza, que atualmente mora na cidade, veio do Rio de Janeiro para treinar na unidade da região. Assim como ele, Josemarcio da Silva, deixou o Pará em busca da carreira no esporte.
"Mogizanense"
Apesar de mogiana, Gizele Costa Dias, levantadora da seleção brasileira de vôlei sentado, é uma das paratletas que realiza seus treinos no Sesi de Suzano. Ela, assim como a maioria dos convocados a disputar os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, já está no Rio de Janeiro. Gizele coleciona grandes títulos e participações importantes em sua carreira, como o tetracampeonato brasileiro pelo Sesi-SP, a participação em dois Jogos Parapan-Americanos e um Mundial. Além disso, foi eleita a melhor levantadora do Brasil em 2014 e 2015.
Apesar de toda essa bagagem, Gizele está realizando agora mais uma conquista em sua jornada esportiva: a de participar de uma edição dos Jogos Paralímpicos e, ainda por cima, em casa. "Essa será a competição que eu sempre sonhei estar. Estou muitíssimo orgulhosa em defender meu País", contou, emocionada.
Gizele também falou um pouco sobre a expectativa e do clima de competição. "Estamos treinando e nos sacrificando muito para que tudo saia como planejado. Nossos treinamentos vêm sendo pesados e com objetivos. Agora chegou a nossa chance de mostrar todo esse trabalho para a nação e dizer que nada foi em vão. Nossos objetivos serão alcançados e os brasileiros que nos virem jogar se orgulharão de nós. Amo esportes, mas o vôlei é meu combustível da vida e não me vejo fora dele", declarou."
Mas, para que a tão almejada medalha seja conquistada, toda equipe terá que enfrentar grandes adversários. "Teremos desafiantes tradicionais, como Canadá e Ucrânia. Mas, nosso principal adversário é a Ucrânia. Já nos enfrentamos e tivemos um saldo bem positivo".
* Texto sob supervisão do editor.
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