A serra do Itapeti será mapeada por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) para identificar pontos de atividades sustentáveis e trechos de interesse turístico. O trabalho faz parte do projeto "Caminhos do Itapeti - Práticas ambientais sustentáveis encontradas na Serra do Itapeti", que venceu uma concorrência da Fundação SOS Mata Atlântica. A ideia é criar um roteiro turístico pelas propriedades e áreas que existem no entorno do Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Melo, o Chiquinho Veríssimo, conhecidas como zona de amortecimento. A expectativa é que o trabalho seja concluído dentro de um ano.
O objetivo é criar um roteiro que possa ser distribuído para visitantes e turistas explorarem o potencial existente na serra do Itapeti. O projeto conta com a parceria da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep), Prefeitura de Mogi das Cruzes e Instituto Socioambiental Suinã. Ao todo, os pesquisadores receberam R$ 30 mil para desenvolver o trabalho. O recurso foi conquistado por meio de uma concorrência aberta pela SOS Mata Atlântica que selecionou 24 propostas entre 98 projetos apresentados.
A coordenadora do projeto e professora do Núcleo de Ciências Ambientais da UMC, Maria Santini Morini, informou que algumas propriedades já foram identificadas na serra. "Temos propriedades que produzem frutas, existe pesqueiro, mas não temos nada mapeado ainda. Depois disso, vamos fazer um mapa temático mostrando todos os caminhos do local. Podemos mapear, por exemplo, uma comunidade que não tenha nenhuma atividade, mas que conte com uma planta ou animal. Isso já é um potencial turístico", esclareceu.
Na prática
O trabalho de campo será iniciado na segunda-feira, com a visitação das propriedades e entrevistas com os moradores. O objetivo do projeto é preservar a serra e fomentar o turismo sustentável. Todos os dados coletados serão repassados para a prefeitura desenvolver ações de apoio e conservação. "A identificação do potencial empreendedor possibilita ao município fomentar o desenvolvimento do negócio. Quanto mais atividades sustentáveis e mais negócios ocorrendo, melhor. A comunidade ganha com o desenvolvimento aliado à conservação", disse a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota.
O secretário municipal de Meio Ambiente, André Saraiva, destacou que o projeto abre portas para investimentos. "Temos um zoneamento especial na serra do Itapeti que tem uma restrição maior para atividades econômicas. Existem regras para as propriedades serem regularizadas e nem todas são. Esse projeto torna viável a regularização dessas pessoas que vivem de maneira adequada entorno do parque", ressaltou.
A primeira reunião dos pesquisadores com os moradores da área será dia 17 de setembro, no parque Chiquinho Veríssimo.