"Dar responsabilidade a quem é de fato". Pensando desta forma, a Prefeitura de Poá entrará de imediato com uma ação no Ministério Público (MP) contra a empresa MRS Logística S.A., com o objetivo de "fazer cumprir obrigação com pedido de liminar".
A decisão foi tomada na manhã de ontem, após uma reunião realizada entre o prefeito Marcos Borges (PPS) e os engenheiros Ângelo Nelson Dametto e Caio Petroni, representantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da MRS, respectivamente.
O objetivo da reunião foi cobrar uma posição da empresa MRS, com relação às obras de travessia com aduelas sob as linhas da CPTM (Linha 12 - Safira) e trens de carga da MRS Logística, localizadas entre a Vila Lúcia e Vila Varela, servindo também como retificação do leito do córrego existente no local.
Conforme o secretário municipal de Obras Públicas de Poá, Paulo Silas Dornelas, a obra foi executada em parceria e, além das empresas envolvidas, fez parte ainda a Prefeitura de Itaquaquecetuba, já que o local faz divisa com a cidade vizinha.
À Prefeitura de Poá, coube a execução da obra com a implantação de aduelas em todo o trecho que compreende as ruas Aracaré e Osvaldo Teixeira (Vila Varela).
A MRS ficou responsável por executar a interligação na área de domínio da CPTM, já que a Prefeitura não tem autorização para tal ação.
De acordo com o secretário, a empresa paralisou a obra do lado da rua Foz de Iguaçu, cerca de dois metros antes do acordado, impedindo a Prefeitura de concluir a interligação. "Não podemos agir em área de domínio da CPTM e cabe à empresa MRS terminar o serviço que não foi concluído", destacou o secretário.
Perante a afirmação categórica do representante da empresa, Petroni, em declarar que a MRS cumpriu com o que estava determinado, a Prefeitura de Poá não viu outra alternativa a não ser mover a ação contra a empresa para manter a segurança do local à população.
Conforme explicou o secretário de Obras de Poá, "sem a conclusão desta pequena parte da obra, tudo foi em vão, pois qualquer chuva que ocorrer vai inundar o local, alagando a via e residências, além de danificar os trilhos da CPTM, podendo causar grave acidente".
Para o prefeito Borges "é inaceitável a empresa não concluir o trabalho".
Ele completou ainda que "além dos prejuízos financeiros, há os danos morais, o comprometimento com o povo. A responsabilidade tem que ser dada a quem é de direito. Por este motivo, o município irá lutar para que se faça o correto".