O jogo Pokémon Go chegou ao Brasil na quarta-feira e já atingiu milhares de pessoas em todos os Estados do País. Em Mogi das Cruzes, jogadores invadiram as ruas, em apenas dois dias após o lançamento oficial do game. Na cidade, por onde se anda, já é possível ver pessoas com os olhos focados em seus smartphones em busca de pokémons e pokebolas. A diversão entretanto, tem gerado muita preocupação, já que distraídos, muitos usuários já se envolveram em acidentes de trânsito.
Nas ruas da cidade, no shopping, nos parques, universidades e até mesmo em locais de trabalho é possível encontrar os bichinhos do jogo. Nos últimos dias, não se fala em outra coisa, principalmente nas redes sociais. A página do Facebook, "Pokémon Go Mogi das Cruzes", por exemplo, ajuda os jogadores a encontrar o chamado Pokéstops, que são pontos fixos onde os jogadores podem coletar pokémons e itens especiais. A Praça dos Imigrantes e o Marco Zero da cidade, localizado em frente a Igreja Matriz, são alguns dos pontos.
Para o desenvolvedor de software iOS, Gregori Viana, de 27 anos, assim como outros usuários mogianos, o jogo trouxe o sonho de infância para a realidade. "Quando era mais novo gostava de ver o desenho, e reviver isso agora é bem legal, ainda mais se tratando de um jogo de realidade aumentada. Parece real, olhando pelo celular", comentou.
De acordo com Viana, que passa cerca de três horas por dia jogando, o perigo passou a incomodar muito os jogares. "Os bandidos estão se beneficiando de uma coisa que era para ser uma diversão. Já os usuários acabam ficando muito descontraídas acabam atravessando o sinal, eu mesmo, por exemplo, acabei fazendo isso ontem", confessou ele.
O jornalista Marcelo Souza, de 23 anos, também viu no jogo a oportunidade de reviver a infância. "Confesso que quando saiu o game não me empolguei muito. Mas quando comecei, achei interessante e estou empolgado e adorando! Sempre fui daqueles que decorava o nome de todos os pokémons, que não perdia um episódio e passava horas jogando vídeo-game".
Para o estudante, Anderson Kawaoku, de 26 anos, que chega a jogar cerca de duas horas por dia, a mobilidade real do aplicativo chamou a atenção. "Acho interessante o jogo porque faz você sair de casa. Além disso, serve como uma rede social, já que acabamos nos interagindo sobre o jogo com outras pessoas".
Desde o lançamento, a Giovana Iniesta, de 25 anos, também já passou horas interagindo com o jogo. Segundo ela, já chegou a passar quatro horas jogando.
Embora o jogo não passe de um entretenimento para diversão, o jogo tem gerado muitos alertas para o perigo para as pessoas. O Detran de São Paulo, por exemplo, passou a alertar motoristas e pedestres sobre os cuidados com a captura de pokémons, já que muitos jogadores andam distraídos pelas vias durante a caçada.
* Texto sob supervisão do editor.