A soma do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral pelos três candidatos que disputam a prefeitura de Mogi das Cruzes ultrapassa R$ 2,3 milhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e encontram-se disponíveis para consulta pública.
A declaração patrimonial dos candidatos a cargos públicos é obrigatória e permite que os eleitores acompanhem a evolução do patrimônio de cada um deles. A não disponibilização das informações dentro do prazo determinado ou a ocorrência de eventuais fraudes, na apresentação de patrimônio pessoal, podem levar a processo de impugnação da candidatura.
A maior parte da cifra pertence a Marcus Melo (PSDB), que concorre pela primeira vez ao cargo. O valor informado pelo tucano é de R$ 1.340.192,53, o que corresponde a, aproximadamente, 58% do total declarado pelos três prefeituráveis. Entre os bens estão terrenos, imóveis comerciais, casa, automóvel, entre outros.
O segundo maior montante é do deputado estadual Luís Carlos Gondim Teixeira (SDD), o Gondim, que declarou ao TSE possuir, atualmente, R$ 878.051,75 em bens. O detalhamento das posses inclui imóveis dentro e fora do Estado, automóveis e saldo bancário.
Já o candidato do PMN, Nelson Pedro Miguel, o Miguel Bombeiro, possui R$ 90 mil em bens. O valor foi detalhado como "Prestação de Serviço e Escola de Formação de Bombeiro Civil".
Vice-prefeito
Entre os candidatos a vice-prefeito, o valor patrimonial totalizou R$ 816.466,70. A soma, no entanto, inclui apenas os bens informados por dois candidatos. Isso porque Diego Dieharth (PMN), que compõe chapa com Miguel Bombeiro, não possui patrimônio declarado ao Tribunal.
Cerca de 94,4% deste total pertence a Juliano Abe (PSD), vice de Marcus Melo, o que corresponde a R$ 771.466,70. O montante inclui imóveis, veículos, quotas de empresas, entre outros bens.
O detalhamento de bens realizado pelo advogado Marcelo Braz (PTB), que concorre à eleição ao lado de Gondim, incluiu apenas um salão comercial localizado no centro de Mogi das Cruzes no valor de R$ 45 mil.