O parque Leon Feffer, no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, foi reaberto na manhã de ontem depois de uma varredura que durou quatro dias. O trabalho executado por cerca de 35 pessoas, entre funcionários da Prefeitura de Mogi e de uma empresa terceirizada, recolheu 26 quilos de lâminas que foram espalhadas por todo o parque. Por causa do vandalismo, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), afirmou que todos os parques do município, incluindo o Parque da Cidade, que ainda será inaugurado, contarão com câmeras de segurança.
O secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, informou que agora o parque Leon Feffer conta com a presença fixa de dois guardas municipais nos dias de semana e aos fins de semana esse efetivo será reforçado. Antes do ato de vandalismo, o espaço contava com rondas rotineiras da Guarda Civil Municipal (GCM). A postura de fiscalização também mudou. Agora, os guardas darão atenção especial para as pessoas que estiverem com pacotes ou mochilas e pedirão que os visitantes mostrem o conteúdo guardado.
Nepomuceno garantiu que o parque está seguro para a visitação e livre das lâminas. O trabalho de varredura foi realizado desde domingo, quando os primeiros objetos foram encontrados. "Os funcionários da Secretaria de Serviços Urbanos concluíram o trabalho ontem (quarta-feira). O parque está reaberto, mas pedimos que as pessoas fiquem atentas e se notarem alguma irregularidade, comuniquem a administração", disse.
De acordo com o secretário, com o ato de vandalismo, outros parques da cidade como o Centenário (César de Souza) e o Botyra Camorim Gatti (Centro Cívico) passaram por inspeção e tiveram a segurança reforçada. "Como foi um crime, pois houve risco a saúde pública, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A versão mais plausível é que as giletes estavam em sacos em uma lixeira pública que fica a 400 metros do parque. Um grupo de jovens passou pelo ponto, pegou as lâminas espalhou no trajeto e no parque. Isso ainda está sendo investigado", disse.
Para o secretário, dois pontos precisam ser levados em conta, primeiro é descobrir quem descartou as lâminas e segundo, o responsável por espalhar o material pelo parque. Nepomuceno informou que está sendo estudada a instalação de câmeras de monitoramento no parque. Cada dispositivo custa em torno de R$ 60 mil.
Monitoramento
Bertaiolli afirmou que a administração municipal vai implantar câmeras por todos os parques do município (Leon Feffer, Botyra Camorim Gatti, Centenário e da Cidade). Ele disse que as escolas e as unidades de saúde já são monitoradas pelos equipamentos.
"Existem coisas na vida que são inimagináveis. Desejo que a polícia consiga identificar o responsável pelo crime e possa puni-lo de acordo com a lei. Depois de um absurdo desses é razoável que tenhamos os parques monitorados. Veremos o orçamento para o mais rápido possível controlaras entradas e saídas dos locais", acrescentou o prefeito mogiano.