Moradores da Vila Nova Cintra, em Mogi das Cruzes, reclamam de uma área que é utilizada para a distribuição de materiais como areia e pedra, usadas em construções civis, vendas no varejo, entre outros.
Segundo quem vive no bairro, o local começou a receber diversos caminhões em horários fora do expediente comercial.
A poeira e barulho são as principais queixas de quem tenta passar um noite tranquila há cerca de quatro anos.
De acordo com o morador Roberto Silveira Falque, de 75 anos, o problema existe desde 2012. "A minha esposa sofre de doença respiratória e com a quantidade enorme de poeira, vinda da distribuidora, a situação se agravou e, com isso, ela teve que ir morar com familiares em outro local. Nem se pode colocar a roupa no varal, que suja tudo", ressaltou.
Para o idoso, que mora há mais de 30 anos na região, a sujeira não é o único problema. "É barulho dia e noite. Às vezes, às 2 horas da manhã tem caminhão da empresa utilizando um tanque de combustível, que fica dentro do espaço, para abastecer", informou.
À reportagem, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) alegou não haver nenhum registro espontâneo de reclamação, por parte da população residente no entorno. E que, por se tratar de uma atividade de comercialização/distribuição de areia, não necessita de licenciamento pela Cetesb, e sim pela prefeitura.
Neste caso, quando há registros de reclamações, estas são enviadas para a municipalidade.
A Secretaria Municipal de Segurança do município, por sua vez, informou que uma equipe do Departamento de Fiscalização de Posturas compareceu ao local, notificou o proprietário sobre a reclamação e o orientou sobre as consequências em desobedecer os limites de ruídos permitidos, tanto para o período diurno, quanto para o noturno, dentro da legislação municipal.
A pasta ainda lembra que o departamento permanecerá "monitorando o local".
Reclamações sobre o descumprimento da Lei do Silêncio devem ser encaminhadas para o telefone 153, da Guarda Municipal.
Procurado também pela reportagem, o responsável pela distribuidora se defendeu, afirmando não haver irregularidades em relação ao expediente de trabalho na empresa. "Isso não existe. Só trabalhamos dentro da legalidade, inclusive o tanque de combustível, que encontra-se aqui dentro, é utilizado para abastecer os caminhões.", explicou Emerson Rossi.
* Texto sob supervisão do editor.