O que a suzanense Mônica Maeda Valentin, 29 anos, a itaquaquecetubense Beatriz Matias Avelino Monfim, 28, o mogiano Arnaldo Rafael Borges, 36, e o suzanense, Guilherme Heidy Hirata, 27, têm em comum? Além de moradores do Alto Tietê, todos são apaixonados por esporte e estarão a trabalho nas Olimpíadas e Paralímpiadas do Rio de Janeiro. No caso de Borges e Heidi, a participação acontece de maneira voluntária nas Olimpíadas, já desde a semana passada, simplesmente pelo amor ao esporte. Mônica e Beatriz, que também são apaixonadas por atividades esportivas, estarão como profissionais contratadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.
Formada em Publicidade e Propaganda, com MBA em Marketing, pós-graduação internacional (Griffith University/Austrália) em Gerenciamento Esportivo e outra em Gestão, Marketing e Direito no Esporte pela FIFA/FGV/CIES, Mônica atuará na parte da equipe administrativa dos Jogos Paralímpicos. Ela faz parte da Área Técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro, o que a permite fazer parte da Delegação Brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. "Na prática, vou atuar no Escritório da Vila, na área de Esportes, para dar suporte à Coordenação Técnica das 22 modalidades paralímpicas", conta Mônica, que avalia o ofício como "um sonho se realizando".
"Escolhi o Esporte, e principalmente o paralímpico, pela grande referência de alta performance que o Brasil tem nesta área e poucas oportunidades de negócios. Me despertou a vontade de me dedicar a mudar este cenário. Mesmo que ainda pareça um trabalho de formiguinha, já notamos um crescimento neste último ciclo (2013-2016). A questão da inclusão social ainda é muito forte no país, mas prefiro encarar que lido com grandes atletas de alta performance, que integram a Seleção Brasileira e precisam deste reconhecimento", afirma Mônica que já atuou com trabalho voluntário em outros eventos esportivos .
"Desde 2005 me dedico ao trabalho voluntário por dois motivos. Primeiro, pelo amor ao próximo, e também pela experiência em si. Acredito que sempre aprendemos algo com as pessoas. Fazer o bem faz bem. Na Copa do Mundo 2014, fui voluntária para guiar uma cega no jogo Argentina e Bélgica em Brasília. Uma parceria com a ONG URECE, do Rio de Janeiro. Na ocasião, a FIFA estava iniciando o serviço de narração descritiva nos estádios. Foi muito bacana acompanhar a emoção das pessoas em escutar o jogo e a vibração da torcida e como eles vão construindo a imagem do jogo em suas mentes. Inesquecível", conclui.
Beatriz também tem um considerável histórico de participação voluntária em eventos esportivos. Esteve na Copa do Mundo de 2014, Jogos Panamericanos e Mundial para paratletas. Neste ano, ela foi convidada para atuar como voluntária nas Olimpíadas do Rio e também nas Paralimpíadas. Formada em Ciências da Atividade Físicas pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em Educação Física Adaptada, mestranda em Psicologia e Comportamento Motor, ela escolheu a segunda opção. "Ia trabalhar 30 dias na supervisão de credenciamento das Olimpíadas, mas não foi possível por questões pessoais que tenho de resolver neste período. Entretanto obtive convite para atuar na narração do placar e demais informações no goaball para as Paralimpíadas e, aí, sim conseguirei participar", diz ela, que é ex-atleta de natação e também vê os trabalhos nos Jogos como a realização de um sonho.