Os professores da rede estadual de ensino devem "cruzar os braços" amanhã. Depois de uma extensa greve realizada no primeiro semestre, a categoria volta a se manisfestar e cobra o reajuste salarial de 16,6%, valorização do profissional, jornada do piso, implementação da meta 17 do PEE (equiparação salarial com outros profissionais de nível superior), não à reorganização do ensino, reabertura e desdobramento de salas superlotadas, redução do número de alunos por classe, melhores condições de trabalho, gestão democrática e não à reforma da previdência.
Por conta disso, alguns alunos das escolas da região deverão ficar sem aula. A Assembleia Estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que a paralisação está marcada para acontecer às 14 horas de amanhã, na praça da República, em São Paulo.
Segundo a professora Sonia Mara de Sousa, de 54 anos, que integra a Apeoesp com subsede em Suzano, por enquanto trata-se apenas de uma paralisação. "Já recebemos a informação de que diversas escolas no município devem aderir ao movimento", confirmou.
Em Mogi das Cruzes, de acordo com a coordenadora da subsede, Vânia Aparecida da Silva, até o momento são 72 escolas em Mogi, Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis que devem aderir à paralisação. "O magistério já e uma profissão difícil e, sem reconhecimento e recursos, fica ainda pior", lamentou a coordenadora.
Para ela, que atua há 28 anos nas escolas da rede estadual, com o passar dos anos esses profissionais foram desvalorizados. "Enfrentamos salas de aula superlotadas, violência, falta de material, entre outros. Quanto maior o número de professores que comparecer na paralisação, melhores serão os efeitos", ressaltou Vânia.
* Texto sob supervisão do editor.