O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) fará cirurgias por videolaparoscopia até o início de setembro. O método minimamente invasivo garante uma recuperação mais rápida aos pacientes e reduz o tempo de cirurgia. Atualmente, a unidade realiza entre 150 e 200 procedimentos cirúrgicos, e a previsão é que, em 40% dos casos, o equipamento possa ser utilizado. A prefeitura e o governo estadual investiram R$ 715 mil na aquisição do aparelho.
Nos próximos dias, a equipe de cirurgiões do HMMC passará por um processo de adaptação do equipamento. O novo aparelho foi apresentado ontem pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis. Com a aquisição do equipamento, a estimativa é que uma cirurgia que levava em torno de 1 horas e 10 minutos para ser realizada possa ser feita entre 20 e 30 minutos. Os procedimentos cirúrgicos por vídeo são menos invasivos, a incisão é menor se comparada as cirurgias abertas, além de reduzir os riscos aos pacientes.
Cusatis informou que o equipamento foi comprado com uma verba excedente do recurso repassado pelo governo estadual para equipar o HMMC. "Recebemos R$ 6,5 milhões para equipar o hospital, mas conseguimos economizar R$ 900 mil. Pedimos ao governo estadual para que pudéssemos usar esse dinheiro para comprar o equipamento. Esse processo levou três anos para ser concluído", disse.
Bertaiolli avaliou que o aparelho de cirurgia por imagem vai contribuir para a excelência do hospital. "Esse é mais um investimento importante para a cidade. Investimos quase R$ 1 milhão para aquisição do equipamento de videolaparoscopia. É um salto de qualidade. Passamos a fazer cirurgias minimamente invasivas. Nesses últimos dois anos, já realizamos 5 mil cirurgias. Agora, no Dia Nacional da Saúde (ontem), temos mais um avanço do Hospital Municipal", ressaltou.
O coordenador de cirurgia geral e vice-diretor clínico do hospital, Luiz Antônio Coelho Filho, explicou que o novo equipamento poderá ser utilizado para vários tipos de cirurgia, mas que o carro-chefe será a cirurgia de vesícula. "Vamos aprimorar e ampliar a forma tecnológica de executar as cirurgias. Os procedimentos mais prevalentes são os de vesícula, hérnia e doenças do refluxo. Eles já podem ser executadas com esse material. Além de cirurgias ginecológicas", disse. Alguns critérios serão utilizados para definir quais pacientes serão operados por videolaparoscopia, como a situação clínica das pessoas. Procedimentos de otorrinolaringologista também poderão ser executados. 
O equipamento possui várias peças que serão utilizadas de acordo com cada cirurgia. Com este novo aparelho é possível dar pontos internos e até mesmo retirar órgãos por meio de pequenas incisões. Todos os procedimentos realizados serão gravados.