A Prefeitura de Mogi das Cruzes está com uma licitação aberta para a contratação de uma empresa especializada em engenharia que será responsável pela revitalização do antigo Casarão, localizado na rua Coronel Souza Franco, no centro. A previsão é que os serviços comecem ainda neste ano. O local se tornará um Centro de Educação Patrimonial.
A expectativa é que
R$ 1.342.728,43 sejam investidos na execução da obra. No entanto, os valores estão sujeitos a alterações, conforme a apresentação das propostas comerciais por parte das participantes do processo licitatório.
Após a assinatura do contrato, que depende da conclusão do certame, a contratada terá um prazo de dez meses para executar as ações. Desta forma, a previsão é de que o espaço seja aberto para a população apenas no próximo ano.
Após a reforma, o edifício, que é original da década de 1920, sendo o último exemplar da arquitetura neoclássica remanescente na região central do município, receberá um Centro de Educação Patrimonial. O local será aberto ao público em geral, mas voltado principalmente para os alunos das redes municipal e estadual de ensino.
De acordo com a administração municipal, o objetivo é "propagar, de forma fácil e interativa, dados e informações sobre a vida cultural, a história, a geografia e a topografia de Mogi das Cruzes", disse.
Para isso, o Centro de Educação Patrimonial será dotado de equipamentos de conectividade e interatividade de última geração. A aquisição destas ferramentas, no entanto, se dará por meio de outra licitação, que será aberta em breve. "Haverá, por exemplo, mesas interativas, com jogos sobre conhecimentos da cidade", exemplificou.
Ainda de acordo com a prefeitura, o projeto executivo prevê ainda a construção de um anexo nos fundos do imóvel, para abrigar o Arquivo Histórico Municipal "Historiador Isaac Grinberg". "O espaço servirá de suporte documental para pesquisas de alunos, professores e interessados de uma forma geral na história do município", concluiu.
Investimento
O Casarão da rua Coronel Souza Franco foi desapropriado pela Prefeitura de Mogi em 2011, com investimento de R$ 696.274,75, visando a recuperação e preservação das características da construção. Ele ocupa uma área de 511,28 m², sendo 197,97 m² de área construída. Em virtude do estado de abandono em que se encontrava, a prefeitura já investiu mais R$ 400 mil no imóvel, para a execução de reparos emergenciais.