A exemplo das edições anteriores, a Mitra Diocesana de Mogi das Cruzes não vai declarar apoio político na disputa eleitoral dos municípios do Alto Tietê.
Em entrevista ao Mogi News, o bispo dom Pedro Luiz Stringhini declarou ser "apartidário" e que nas eleições municipais deste ano irá se liminar a trabalhar contra a compra de votos e em prol dos candidatos "ficha limpa".
"A Igreja católica não tem partido ou candidato. A orientação é para que os cristãos e pessoas de boa vontade avaliem com cuidado todos os candidatos a fim de votar bem para prefeito e vereador", disse o bispo que tem por base carta aberta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) discutida na 54ª Assembleia Geral, em Aparecida, em abril.
O documento, por sua vez, cobra ética na política, compromisso dos candidatos com valores cristãos e participação dos católicos na política."Os cristãos leigos e leigas não podem abdicar da participação na política", aponta a nota da CNBB. "É uma recomendação ao cidadão comum, que frequenta a igreja e tem prática do bem e assistência à comunidade permanente. Párocos não têm apoio da igreja para participarem do processo eleitoral. Para concorrer é preciso de desligar das funções. O cristão, fica livre para votar em quem achar melhor", frisou Stringhini, informando, ainda que, os eleitores devem conhecer pessoalmente os candidatos e analisar sua trajetória, evitando oportunistas. "Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer o candidato e sua proposta de trabalho,"