Uma caminhada que percorrerá cerca de quatro quilômetros entre o centro de Suzano e o Parque Max Feffer, na manhã deste sábado, vai marcar os dez anos da Lei Maria da Penha. A ação é uma iniciativa da Comissão da Mulher Advogada da 55ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano e tem por objetivo levar informações sobre a Lei e a rede de atendimento à mulher vítima de violência que existe no município. Durante a caminhada, os participantes usarão roupas brancas para pedir paz.
A previsão, segundo a presidente da Comissão das Mulheres Advogadas e uma das responsáveis pelo evento, Patricia Martins Braga, é de que cerca de 500 pessoas participem da caminhada, programada para acontecer entre 9 horas e meio-dia.
A caminhada é aberta ao público. A concentração dos participantes deve ser feita na Praça Cidade das Flores e seguir pela avenida Paulo Portela, em frente ao Fórum, seguindo até à rua Baruel e na sequência, virando na rua Francisco Quadra Castro. Em seguida, os participantes descerão a rua General Francisco Glicério e entrarão na rua Sete de Setembro, seguindo para a avenida Senador Roberto Simonsen até o Parque Municipal Max Feffer.
No espaço, serão distribuídos kits e cartilhas de orientação para as pessoas, além de advogadas prontas para realizar assistência jurídica às vítimas de violência doméstica.
"É preciso mostrar que há uma grande representatividade feminina pedindo o fim aos atos de violência, sejam eles morais ou físicos. Aliás, houve uma grande evolução ao longo dos últimos dez anos, após a implantação da Lei Maria da Penha. As mulheres estão mais conscientes de seus direitos e estão mais suscetíveis a denunciar seus agressores, até porque a violência, infelizmente está em todos os níveis sociais", comentou a advogada, citando como exemplo a denúncia pública da ex-modelo Luiza Brunet contra seu marido.
"Ao ver o exemplo da Luiza Brunet muitas mulheres criaram coragem e denunciaram os companheiros. A realização de uma caminhada reforçando o trabalho que a Comissão da Mulher Advogada e a Delegacia da Mulher desenvolvem, só tende a motivar as mulheres que são vítimas de violência. Contudo, há um longo caminho a percorrer, principalmente em outras cidades da região que sequer podem contar com uma delegacia especializada", comentou Patrícia.