Bancários de Mogi das Cruzes e região podem entrar em greve a partir do próximo dia 6 de setembro. A possibilidade de paralisação é motivada pela oferta de reajuste salarial de apenas 6,5% proposta pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O percentual é considerado insatisfatório pelo Comando Nacional dos Bancários (CNB).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região, Francisco Candido, que inclui os municípios de Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis, uma assembleia será realizada amanhã para analisar a oferta patronal. "As negociações já estão acontecendo. A Fenaban apresentou na última segunda-feira uma proposta inferior, que não contempla o que está sendoreivindicado. Caso ela seja rejeitada pela categoria na assembleia, consequentemente teremos uma greve já na próxima semana", disse.
Os banqueiros propõem reajuste de 6,5% nos salários e benefícios, acrescido de um abono de R$ 3 mil a ser pago de uma só vez, entre outros pontos. Já os trabalhadores, com data-base em 1º de setembro, reivindicam, além do reajuste salarial de 14,78% (sendo 5% de aumento real), PLR de três salários, mais R$ 8.297,61, o valor de um salário mínimo (R$ 880) para os vales alimentação e refeição, bem como para a 13ª cesta e o auxílio-creche.
Segundo Candido, a defesa do emprego também é uma das prioridades da pauta de reivindicação, assim como os direitos da classe trabalhadora. "O que a gente pede também é a garantia do emprego e a contratação de funcionários. Estamos também preocupados com a segurança do cliente. Enfim, questões que cobramos todos os anos", comentou.
Campanha
Na manhã de ontem, bancários da base do Sindicato de Mogi das Cruzes foram às ruas para lançar oficialmente a Campanha Nacional Unificada 2016. O ato contou com a presença da caravana da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec/CUT).
A concentração partiu do largo do Rosário e percorreu as agências bancárias da malha central.
Fenaban
Procurada pela reportagem, a Fenaban informou que a proposta divulgada "mostra o empenho dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de garantir a satisfação e o bem-estar dos empregados do setor em um momento de dificuldades e incertezas na economia brasileira".