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A ocorrência frequente de assaltos a transeuntes na rua José Correa Gonçalves, no centro de Suzano, tem preocupado quem reside ou transita pela via diariamente.
Os reclamantes reivindicam mais segurança no local e uma solução imediata para o problema, que há meses vem trazendo transtornos à população.
De acordo com os entrevistados pela reportagem, a maior parte dos casos é registrada nas proximidades da Escola Estadual "Professor Geraldo Justiniano de Rezende e Silva". No trecho estão localizados também uma universidade e outra escola.
Segundo relatos, os marginais aproveitam os horários de saída e entrada dos alunos para assaltá-los.
Inclusive, arrastões já foram realizados na região, conforme descreve uma aposentada de 72 anos que, com medo de represálias, preferiu não se identificar. "Eu nunca fui assaltada, mas sempre ouço os comentários. O que sempre vejo são os grupinhos que ficam aqui usando droga, mesmo durante o dia. Outro dia vieram aqui e levaram as coisas de um monte de gente de uma só vez", contou.
Para outro comerciante, que também preferiu ter sua identidade preservada, o ideal era que fosse implantada uma base comunitária no entorno. "Uma vez ou outra a gente até vê a ronda escolar passar, mas bem raramente. Os bandidos são espertos, não ficam dando bobeira. O certo era que a polícia ficasse aqui de forma fixa", orientou.
A mesma opinião foi compartilhada por uma dona de casa que vive no local há 40 anos. "A gente fica com medo. É um absurdo o pessoal ser assaltado enquanto está indo para a escola buscar um futuro melhor. O fato de estarem cursando faculdade não quer dizer que sejam ricos. Muitos trabalham só para pagar os estudos e, quando estão vindo para a aula, acabam sendo vítimas desse bando de marginais. É preciso reforçar a segurança", comentou.
Respostas
Em nota, a Prefeitura de Suzano informou que " já solicitou, junto à Polícia Militar, que sejam feitas rondas no local".
Além disso, afirmou que a Guarda Civil Municipal (GCM) intensificará a patrulha na área.
Já o major da PM, José Carlos Alves Brandão, do 32° batalhão, respondeu que a corporação desenvolve a Ronda Escolar na cidade, com o objetivo de orientar, prevenir delitos e proteger os alunos, pais e professores.
Além desse tipo de policiamento, informou que as viaturas do radiopatrulhamento, o policiamento com motocicletas e outras modalidades auxiliam no policiamento no entorno das unidades de ensino. "No entanto, nos levantamentos dos indicadores criminais, não identificamos a concentração de crimes revelada, daí a necessidade de se registrá-los. Logo, acreditamos que pode ter havido o crime, porém, não é levado ao conhecimento da autoridade policial", afirmou.
O oficial disse que, diante das informações, a PM estará traçando um diagnóstico para as situações apontadas, mesmo sem a quantidade expressiva de registros formalizados, e que trabalhará a fim de que os índices se minimizem. "Vale ressaltar sobre a importância de registrar o fato criminoso, mesmo que o objeto subtraído seja de pequeno valor. Uma vez registrada a ocorrência, a informação integrará o banco de dados da Secretaria de Segurança Pública e auxiliará no norteamento da distribuição estratégica das equipes policiais na região", finalizou o major.