A prefeitura de Mogi das Cruzes poderá repassar recursos diretamente para artistas e projetos culturais a partir do início de 2017. A ação depende apenas da aprovação do projeto de lei que dispõe sobre a criação do Programa de Fomento à Arte e Cultura (Profac). O documento, assinado ontem pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD), foi encaminhado para a Câmara Municipal.
O programa funcionará como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que visa fomentar os diversos projetos e programas culturais existentes no município. A diferença é que os artistas serão contemplados diretamente com recursos municipais. Para isso serão abertos editais de chamamento e os projetos a serem beneficiados serão escolhidos por uma comissão formada por artistas e membros do poder público. Os repasses contarão com verba do orçamento da Secretaria Municipal de Cultura; do Fundo Municipal de Cultura; Fundo Municipal de Museus, bem como do Fundo Municipal de Patrimônio.
Durante o evento, Bertaiolli destacou que o Profac contribuirá também para a política de descentralização, já que o investimento permitirá a utilização dos diversos espaços culturais implantados ao longo de sua gestão em diferentes localidades. "Mogi dá hoje um passo muito importante no investimento de produção cultural. Nós estamos criando na cidade dezenas de espaços culturais como, por exemplo, a pinacoteca. Esses locais precisam ser ocupados e nós precisamos que os artistas mogianos produzam. Para isso nós estamos criando a possibilidade da prefeitura investir alguns recursos públicos em produções de todas as expressões: arte, música, dança, teatro, entre outras", disse.
O chefe do executivo destacou também a preocupação de sua administração em aproximar os jovens de atividades culturais. "Mogi precisa ser um celeiro de formação de novos artistas. E nós vamos fazer isso aproximando essas referências da nossa juventude, tirando esses jovens das ruas, das drogas e da violência, e os levando para esses espaços de cultura. Dessa forma, conseguimos também despertar neles uma vocação que nem sabiam que existiam", comentou.
Já o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori, destacou a satisfação em ver o programa prestes a ser implantado. "Este é um projeto muito gratificante, pois demos voz às pessoas e todos puderam contribuir para sua elaboração. Tenho pra mim que essa lei será um dos legados mais importantes da gestão", concluiu.