O apoio recebido de "padrinhos políticos" pelos candidatos de Suzano tem sido um capítulo à parte nas eleições de Suzano, em especial para o postulante à prefeitura Rodrigo Ashiuchi (PR), que tem o ex-prefeito Marcelo Candido (sem partido) como "reforço" em sua campanha.
Com mais de cinco contas rejeitadas pela Câmara referentes ao período em que comandou a cidade, com os direitos políticos cassados, sem o direito de votar, sem filiação a qualquer partido, com condenações em segunda instância e uma condenação a prisão por irregularidades em contratos, o ex-petista hoje talvez mais atrapalhe do que ajude seu "afilhado" neste momento no processo eleitoral.
Apesar disso, tem participado ativamente da campanha eleitoral e aproveitado o grande espaço que o político novato concede a ele para criticar os demais concorrentes, quando, na verdade, tem impedimentos e problemas considerados mais sérios que os dos demais.
Durante evento realizado na última sexta-feira para inauguração do comitê central de campanha do candidato do PR ao lado do vereador Walmir Pinto (PDT), que concorre como candidato a vice-prefeito, Candido fez duras críticas a outros participantes do pleito, onde, em seu pronunciamento diante de centenas de pessoas, destacou que é "preciso combater crimes praticados contra crianças e adolescentes, que é preciso combater a criminalidade, para que não se faça de Suzano celeiro do crime organizado" e ressaltou ainda que o candidatos Said Raful (PSD), Carmen Lúcia Lorente (PSDB), a Carminha, bem como o prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB) e o deputado estadual Estevam Galvão (DEM), são todos do mesmo grupo político e que não apresentavam diferença.
O ex-petista, por sua vez, está inelegível e com os direitos políticos cassados, ou seja, não está autorizado a votar, nem a se filiar a um partido e nem a ser votado. Por duas vezes ele tentou reverter essa condenação em primeira instância, mas a Justiça de Suzano negou o pedido feito pelo ex-prefeito.
A ação civil pública é resultante de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público e se refere à contratação de professores, iniciada ainda na administração do então prefeito e hoje deputado Estevam Galvão, sem a realização de concurso público e sem motivo que justificasse a contratação urgente por meio de processo seletivo.
Prisão
Candido também foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por crime de responsabilidade dos funcionários públicos contra a administração. Conforme o Dat apurou, sua condenação foi dada pela juíza Erica Marcelina Cruz, que inclui ainda pagamento de multa. Outras três pessoas envolvidas também foram condenadas em função de dois contratos firmados com a empresa Logic Engenharia para reforma e revitalização das praças dos Expedicionários e João Pessoa e do Clube Mirambava, em 2008.