As chuvas registradas em julho na região atrasarão novamente o alagamento de uma grande área na Vila Ipelândia, no distrito de Palmeiras, em Suzano, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A ação estava prevista desde 2009, mas acabou não acontecendo por vários motivos, inclusive em função da crise hídrica vivida no Estado em 2015.
Para que a área fosse alagada, a Sabesp previa ainda no primeiro semestre uma limpeza do terreno, que foi iniciada somente neste mês em função das chuvas de julho. Ainda de acordo com a companhia, o trabalho não tem data para acabar, assim como o enchimento, que é necessário para aumentar a capacidade de armazenamento do reservatório da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Taiaçupeba.
O alagamento foi planejado há seis anos, quando se iniciaram as desapropriações de imóveis. Em 2010, as famílias foram retiradas, assim como indústrias que ainda ocupavam o trecho. Na mesma época foram iniciadas as discussões para elevação de um trecho da antiga rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), que passa pela Vila Ipelândia.
O alteamento foi resultado de muita negociação do deputado estadual Estevam Galvão (DEM) com o governo do Estado. O democrata considerou que a população da Vila Ipelândia seria prejudicada com o "isolamento" da área após a ampliação da capacidade da represa, que acabou inundando e interditando parte da rodovia. O projeto para construção foi autorizado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2011, mas a conclusão se deu apenas em 2014.
Autorização
Em fevereiro, a Sabesp solicitou à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) uma licença de operação para promover o enchimento parcial da represa de Taiaçupeba. Segundo a empresa, a meta é encher o reservatório até a cota de 744,67 metros cúbicos de água.
A medida só está sendo possível agora, quando o período de estiagem chegou ao fim na Região Metropolitana de São Paulo e os índices no Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) saíram do estado crítico.