Passado um ano desde que a implantação do serviço de hemodiálise no Hospital Regional Osíris Florindo Coelho, em Ferraz, foi anunciada pelo Governo do Estado, nada mudou no local. De lá pra cá, a crise no atendimento do Alto Tietê só tem se agravado e muitos pacientes continuam tendo que se dirigir para outras localidades em busca de tratamento. Questionada pela reportagem sobre o andamento deste projeto, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o mesmo "está em avaliação".
Já o número de pacientes que atualmente estão se tratando fora do Alto Tietê não foi informado. A Pasta informou apenas que a região possui seis serviços credenciados para realização de sessões de hemodiálise. "Esses serviços atendem em média 1,3 mil pacientes. Cerca de 70% são atendidos na própria região, porém, eventualmente alguns casos podem ser encaminhados para que o paciente não precise aguardar pelo tratamento", disse.
Além disso, destacou que "o governo do Estado está trabalhando para aumentar a oferta deste e de outros serviços na região e que a ampliação depende diretamente do aumento de teto financeiro por parte do Ministério da Saúde", afirmou.
Como exemplo deste investimento no setor, a Pasta citou o funcionamento do setor de hemodiálise do Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba, com 25 novas máquinas. Apesar disso, conforme apurou a reportagem, atualmente 73 itaquaquecetubenses estão fazendo hemodiálise nos institutos de nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano.
Em relação a possíveis atrasos no repassa de verba para o Instituto de Nefrologia de Mogi, a Secretaria esclareceu que "não procede, de forma alguma, a denúncia". "Os pagamentos estão ocorrendo dentro do prazo previsto", complementou.
Reajuste
Já sobre o valor do repasse referentes às sessões de hemodiálise para pacientes SUS dependentes, que não é reajustado desde 2013, o Ministério da Saúde informou que vem avaliando, inclusive com a participação da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), os custos da diálise no Brasil com vistas à determinação do valor justo e de eventual necessidade de reajuste no valor dos procedimentos de Terapia Renal Substitutiva (TRS) para os doentes renais crônicos no Sistema Único de Saúde (SUS). (S.L.)