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A passagem da Tocha Olímpica por Suzano na manhã de ontem foi marcada por muita festa, mudando totalmente a rotina da cidade. Embora a prefeita em exercício Viviane Galvão (DEM) tenha mantido o expediente de trabalho para os serviços municipais e determinado a restrição ao trânsito em algumas vias do centro somente no momento da passagem da Chama, uma multidão tomou conta da praça João Pessoa e ruas adjacentes a fim de participar desse momento histórico para Suzano, e, por consequência, para toda o Alto Tietê.
Trios elétricos, distribuição de balões e bandeirinhas, apresentações de grupos de balé, coral e também de capoeira davam o clima de feriado ao município, que é um dos 329 incluídos no itinerário do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos para receber a Tocha. Das 9 às 11h30 Suzano parou. Todas as atenções estavam voltadas para a praça João Pessoa, onde a chama chegaria de São Paulo. O comércio estava aberto, mas no interior das lojas somente os vendedores, que vez ou outra iam à porta dos estabelecimentos para "dar uma espiada" ou "fazer uma selfie". Cerca de 30 mil pessoas acompanharam o evento, segundo a Polícia Militar. Não houve incidentes.
Início
Todo o roteiro e protocolo estabelecido previamente pelo Comitê Organizador dos Jogos foram seguidos à risca. Às 9 horas, os alunos da rede estadual Karen Lukes Feliciano, Gamaliel Calebe de Freitas e Maria Eduarda Ramos Fernandes subiram ao palco montado pela Prefeitura de Suzano para acompanhar, de perto, a chegada da Tocha Olímpica. Às 9h15 foi a vez da amazona Giovana Pass (suzanense, promessa de medalha no Hipismo dos Jogos, no Rio de Janeiro) e a paratleta Carolina Aparecida Alves serem apresentadas ao público.
Coube a elas, às 9h20 receber a chama olímpica, armazenada em uma lanterna do Comitê Organizador dos Jogos e transmiti-la à tocha que estava com o jovem Flávio Augusto Marques, vice-campeão sul-americano de Taekwondo. Às 9h30, o garoto começou a percorrer os primeiros 200 metros na rua Benjamin Constant com a tocha em punho e uma escolta de dez pessoas da Força Nacional, 20 ciclistas e dez motociclistas da PM.
Intenso
As passadas tímidas de Flávio logo ficaram mais largas e, pouco antes do cruzamento com a rua Monsenhor Nuno, quando passaria a chama para Luiz Torres, um ritmo intenso começou a ser empenhado. Um empurra-empurra de fotógrafos e cinegrafistas, em busca do melhor ângulo, e de policiais tentando conter a multidão, que a todo o custo queria se aproximar do símbolo olímpico, permaneceu em grande parte dos seis quilômetros.
Para garantir a logística e evitar tumultos, atrasos e imprevistos, duas vans seguiam o comboio. A primeira levava os condutores até o ponto de troca de chama; a segunda, recolhia o condutor.
O ritmo ficou ainda mais intenso. Aos poucos a população começou a se esvair, já que apenas batedores da PM e do Comitê Organizador conseguiam acompanhar o ritmo frenético empregado pelos condutores nas ruas General Francisco Glicério e Doutor Felício de Camargo.
Muitos espectadores utilizaram uma "rota alternativa" para chegar à praça Cidade das Flores e ao Paço Municipal, ponto final do percurso. Na avenida Antônio Marques Figueira, trios elétricos esperavam o comboio e, novamente, a multidão começou a aglomerar-se ao redor dos condutores. Enquanto isso, nas imediações da prefeitura, milhares de pessoas, em sua maioria crianças e mulheres com bebês de colo, se amontoavam próximo ao palco ou brincavam no entorno.
Última etapa
O empurra-empurra recomeçou às 10h50, quando o nadador Felipe França, parou na avenida Paulo Portela para receber pela 29ª e última vez no município a chama olímpica e conduzi-la por cerca de 300 metros até o palco em frente ao Paço, onde ela seria novamente armazenada numa lanterna e seguir para Mogi das Cruzes.
Às 11h20, com a tocha já a caminho da cidade vizinha, a multidão dispersou e a rotina do trânsito e o vai e vem nas lojas e supermercados voltaram a Suzano.
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