O presidente do diretório municipal do PPS, vereador Carlos Lucarefski, anunciou ontem, por meio de sua chefia de gabinete, a convocação de uma nova convenção. O evento, marcado para o próximo dia 4, na Câmara de Mogi das Cruzes, é, segundo a direção da legenda, para "fazer um aditivo" à ata da convenção realizada no último dia 20, com a inclusão de 13 pré-candidatos a vereador, atingindo, ao todo, 26 nomes. Outros nove serão indicados por um partido aliado, ainda a ser definido.
A mudança, na verdade, acontece após o advogado filiado ao PPS Delmiro Goveia criticar a executiva da legenda em redes sociais. O diretório, segundo ele, "apresentou ata de convenção fraudada, diferente do que foi decidido em convenção no dia 20/7/2016", diz a publicação na Internet. "Pedido de impugnação e pedido de instauração de inquérito serão formulados junto à Justiça Eleitoral, vez que deixou de fora dez candidatos aprovados em convenção".
"É um completo absurdo. Uma falta de respeito e de moral com o que foi decidido em convenção, de maneira democrática e transparente. A ata apresentada pelo vereador Carlos Lucarefski, como presidente do PPS, em cartório eleitoral, é falsa", afirmou Goveia.
Segundo ele, o acordo era lançar 26 pré-candidatos e outros nove viriam da coligação com o PMB. "Como isto não ocorreu, por conta de um problema interno no PMB, uma comissão dentro do próprio PPS iria discutir a possibilidade de fazer outra coligação na proporcional e indicar mais filiados e atingir os 35 nomes necessários para a disputa. Mas apresentar 13 nomes, como foi o que ocorreu no cartório eleitoral, não havia sequer sido cogitado", completou Goveia.
De acordo com o chefe de gabinete de Lucarefski, Lucas Lucaichus, na convenção do dia 4 os nomes serão incluídos na nova ata e poderão concorrer a um cargo na Câmara nas eleições de outubro próximo.
PT
Outro partido que enfrenta divergências internas é PT. Representantes da legenda ingressaram com um recurso no diretório estadual para contestar a convenção realizada no último dia 22, e, por consequência, a coligação anunciada pelo PT de Mogi com a pré-candidatura de Luiz Carlos Gondim Teixeira (SD) para prefeito.
O presidente da sigla na cidade, Rodrigo Valverde, admitiu a divergência de opiniões dentro da legenda, mas acredita que a decisão da última convenção deve ser mantida.
"É uma questão de estratégia e a executiva estadual sabe disto. Infelizmente, não há como disputarmos uma eleição na majoritária e colocarmos em risco uma ou mais cadeiras que temos chances de conquistar nesta eleição. O apoio à candidatura do Gondim não significa que o PT fará parte de um eventual governo dele, vamos manter nossa postura de fazer oposição à oligarquia", disse.