A Prefeitura de Mogi das Cruzes instituiu o núcleo de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar e nas unidades de Pronto Atendimento 24 horas do município. A determinação vale tanto para os serviços públicos, quanto para os particulares. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, a lei garante agilidade na divulgação de informações e na tomada de decisões.
A lei foi publicada ontem pela administração municipal. "Nossa preocupação é saber os números das doenças e notificações compulsórias com mais rapidez. Os hospitais são obrigados a ter um Ccih que é Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Com a experiência que tivemos com a dengue em 2013 e 2014 e, agora, com H1N1, precisamos ter essas informações de forma rápida", destacou o secretário.
Cusatis destacou que nas unidades municipais as informações sobre doenças compulsórias já são repassadas imediatamente para a Secretaria Municipal de Saúde. "Nas unidades administradas pela Prefeitura conseguimos ter (as informações), pois ordenamos que elas venham rápido, mas não havia nada que fazia os hospitais particulares, que também entram em nossa preocupação, divulgarem rapidamente esses dados", acrescentou.
De acordo com a lei 7.164 de maio de 2016, a Prefeitura ficará responsável por apoiar tecnicamente os hospitais e unidades 24 horas na implantação dos núcleos. "Esse instrumento é fundamental para conhecer o andamento das doenças na cidade, principalmente as compulsórias, independente de ser em unidades públicas ou privadas", ressaltou Cusatis.
Segundo o secretário, não será necessário a implantação de obras físicas para a instituição do núcleo. "Acredito que os hospitais particulares irão utilizar a Ccih. O serviço servirá para a secretaria tomar uma atitude e conhecer as doenças mais rapidamente".