O presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes para a gestão 2016-2019, Minoru Mori, tomou posse na sexta-feira passada, substituindo Paulo Miquio Honda, que atuou ao longo dos últimos três anos. Na ocasião ele destacou que sua administração terá como foco o produtor rural. Para isso, um dos principais desafios será melhorar a comunicação entre os agricultores.
"Nós precisamos melhorar a interligação entre os produtores rurais, para que possam estar sempre bem informados. Nós temos algumas dificuldades porque muitos não têm acesso à internet e apresentam dificuldades com serviço de telefonia. Vamos buscar outros meios, realizar palestras, workshops, produzir folhetos, entre outras ações. Esse, sem dúvida, será nosso maior desafio", prometeu Mori.
Ainda segundo o presidente, sua gestão trabalhará firme nas questões de regularização ambiental, como no incentivo da obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR). "A legislação tem sido bastante exigente, principalmente ao que se refere às questões ambientais. Então vamos instruir àqueles produtores que ainda não possuem o CAR a se regularizarem. Além disso, também há a implantação do E-Social e, queremos que todos os trabalhadores que se enquadrarem ao programa, tenham acesso", comentou.
Outro objetivo de Mori é continuar batalhando pela isenção da cobrança da água junto às autarquias distribuidoras. Segundo ele, essa medida já vem sendo discutida há alguns anos junto ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. "É um estudo que vem sendo feito, mas ainda não chegou-se a discutir a metodologia de cobrança. O objetivo é que o produtor tenha uma isenção ou tenha uma tarifa escalonada, pois boa parte da água gasta acaba retornando ao sistema, seja pela evaporação ou pela absorção do solo. A medida, de forma indireta, também beneficiaria o consumidor, pois quando há essa cobrança maior, isso também encarece o produto", explicou.
Já em relação à atual situação da agricultura em Mogi das Cruzes, o presidente ressaltou que uma das grandes dificuldades tem sido a expansão da área urbana. "Com essa expansão, alguns agricultores estão tendo que mudar suas atividades para continuar produzindo. Uma das principais preocupações é o impacto de vizinhança. A aproximação do núcleo urbano traz a preocupação em relação as contaminações, por exemplo", concluiu.