A implementação de Unidades de Conservação (Ucs) em áreas de preservação ambiental prevê repasse de R$ 30 mil para a Serra do Itapeti. O investimento é o resultado de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e grandes empresas que vão financiar as melhores propostas selecionadas, a partir de um edital que foi lançado em abril.
A SOS Mata Atlântica é uma Organização Não Governamental (ONG) que criou esse plano, que fará parte das comemorações de 30 anos de sua existência. A Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep) de Mogi das Cruzes receberá o repasse para a execução do projeto, que foi apresentado durante a seleção de propostas.
A ONG recebeu um total de 98 propostas, das quais 24 foram selecionadas, entre elas a proposta da fundação mogiana para implantar uma UC na área de preservação ambiental de Mogi.
A reportagem do Dat entrou em contato com a Faep, para obter detalhes do projeto e o que será feito da Serra do Itapeti, mas a entidade vai se manifestar após a assinatura do contrato. No entanto, a proposta pode estar relacionada ao turismo daquela área.
Segundo Diego Igawa, que é analista de projetos dos programas Costa Atlântica da ONG, a previsão é que o contrato seja assinado até o início do segundo semestre. "A Faep foi selecionada e apresentou uma proposta relacionada à parte natural municipal da Serra do Itapeti. Será feito ainda um mapeamento dessa área, para a implantação da Unidade de Conservação Municipal", explicou.
Igawa adiantou que os repasses serão liberados gradualmente, conforme o andamento da implementação do projeto. "A primeira parte, que é 50%, deve ser liberada logo após a assinatura do contrato", revelou.
O analista ainda explicou que o projeto prevê fazer a caracterização do que acontece no chamado "braço da zona de amortecimento" que, de acordo com a lei número 9.985/2000, refere-se à região do "entorno das unidades de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade", ou seja, as zonas de amortecimento se inserem no Sistema Nacional de Unidades de Conservação, com o objetivo de contribuir para a manutenção da estabilidade e o equilíbrio do ecossistema, garantindo a integridade da área protegida.