Com a demolição das casas, o que restou no terreno foi uma montanha de concreto, ferros e tijolos. Os moradores reclamam que por causa do abandono, muitas pessoas tem se aproveitado da situação para despejar lixo e móveis usados. Os vizinhos afirmam que o local virou abrigo de insetos e roedores.
O auxiliar Maicon Xavier de Faria, de 21 anos, mora ao lado do terreno e criticou a situação. “Demoliram as casas e não retiraram o entulho. Muitas gente joga sofá usados e móveis velhos. Agora, estão colocando lixo perto das nossas casas. Há alguns dias, colocaram fogo no terreno e chegou a queimar uma parte da madeira da nossa residência. Entramos em contato com a Prefeitura, mas eles não nos responderam. Queremos que a área seja limpa e cercada”, ressaltou.
A doméstica Roniela Silva, 21, reclamou da dificuldade de transitar pela calçada por causa do lixo que fica acumulado no trecho. “Muitas pessoas vem de fora para jogar lixo no terreno. A situação está muito preocupante. Tenho um bebê e fica difícil até mesmo para passar na calçada com o carrinho. No começo da demolição foram retiradas duas casas e a Prefeitura já fez a limpeza. Agora, está um monte de entulho e lixo. As pessoas colocam fogo no terreno. É arriscado”, afirmou.
A atendente Ketlene Pereira, 23, informou que muitas baratas e ratos começaram a surgir por causa do terreno. “O problema começou a cerca de dois meses quando as casas foram demolidas”, acrescentou.
Por meio de nota a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou “que será feito um levantamento do custo envolvido na remoção do entulho e o valor será repassado à proprietária da área”. (L.N.)