Caem ministros como pedras de dominó debruçadas umas sobre as outras, é o que está acontecendo no Governo Temer, má escolha de nomes para ser ministro.
Caem mais rápido que o tempo gasto para servir um sanduíche no McDonald's. Há insensatez no Presidente da República ao escolher gente envolvida em denúncias pela Operação Lava Jato.
Comparando a frase, muito usada em palestras na área de marketing que "a mulher de Cesar não basta ser honesta, tem de parecer honesta", fica mal para os nossos políticos sub judice que afirmam, sem enrubescer, que são honestos, mas na aparência dos fatos não condiz com a verdade.
Temer, quem não tem culpa não há o que "temer". Governe com austeridade e não escolha seus ministros apenas pela amizade. Três ministros derrubados, Excelência, é uma cota suficiente para não errar de novo na escolha. Quando eu vejo a fleuma do senhor Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, relatando em delação premiada minúcias das iniquidades praticadas por ele na época que era presidente da Transpetro, por mais de dez anos, me horroriza.
Faz-me lembrar dos oficiais nazistas julgados por crimes de guerra num tribunal militar internacional em Nuremberg, na Alemanha, em 1945, por suas atrocidades na 2ª Guerra Mundial. Ao serem interrogados pelo juiz, respondiam friamente como robôs desalmados: "Cumpri ordens" como se esta atitude pudesse isentá-los da culpa.
Antigamente, enriquecimento ilícito com o dinheiro público se falava em político corrupto; hoje, assistimos à formação de quadrilha com organização criminosa de lavagem de dinheiro e depósito em paraísos fiscais por agentes colocados em altos cargos, que servem como distribuidores de sedutoras quantias, a fim de comprar votos dos parlamentares no Senado e no Congresso, ou exigir das empreiteiras ricas doações para os partidos, condição exigida para fechar contratos milionários com as estatais. Será que estes senhores estão com a consciência tranquila pensando  apenas que cumpriram ordens?