Com o alto preço do feijão muitas pessoas estão substituindo o grão por outros alimentos. Soja, lentilha e grão de bico são algumas das saídas utilizadas pelos consumidores para driblar o aumento de 100% no valor do quilo do feijão. Os produtores afirmam que a alta no preço do alimento foi motivada pelas fortes chuvas que caíram nas regiões que produzem o grão.
O feijão carioquinha é um dos mais consumidos no Brasil e na região não é diferente. O grão é o predileto dos consumidores, mas nas últimas semanas o preço do pacote está assustando muita gente. A gerência de um supermercado da Vila Industrial, em Mogi das Cruzes, informou que muitos clientes tem substituído o carioquinha por outros tipos de feijão, como o fradinho e o preto. Outros estão levando mais macarrão para reduzir o consumo do produto.
A dona de casa Suzana Tavares, de 45 anos, compra três quilos do alimento todos os meses e já sente a diferença no bolso. "Em Minas Gerais, o feijão já está sendo vendido a R$ 19,50. Aqui na região também está caro. Antes, pagava cerca de R$ 4,89 ou R$ 5 no pacote do feijão, mas agora já está R$ 10. Para tentar economizar um pouco tenho intercalado o consumo do alimento com o grão de bico e lentilha", destacou.
A autônoma Ana Paula Oliveira, 44, afirmou que o aumento do preço do alimento tem gerado muitos comentários. "No trabalho, no barzinho, em todo lugar, o comentário geral é sobre o preço do feijão. É assustador pagar R$ 10 no pacote. Esse é um item básico", ressaltou.
Preços
No mercado o feijão carioquinha variava de R$ 8,60 a R$ 11,50 o quilo. O feijão fradinho tem sido uma alternativa muito utilizada pelas pessoas. O pacote do grão era vendido a R$ 3,95, bem abaixo do valor do carioquinha. O pacote de meio quilo de soja podia ser encontrado por R$ 2,99.
O funcionário público Rogério Nicoliche, 45, afirmou que costuma cortar o feijão da lista de compras quando o alimento está muito caro. "Substituo, por exemplo, por soja, pois o pacote custa pouco mais de R$ 2. Quando encontro o feijão na promoção costumo comprar mais para estocar", informou.