Apenas nos cinco primeiros meses de 2016, a rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) registrou seis mortes. O número quase supera a quantidade de vítimas fatais contabilizadas em todo ano de 2015, quando sete pessoas perderam a vida na estrada. De janeiro até maio desse ano, 64 acidentes foram registrados na rodovia. O levantamento foi divulgado pela Polícia Rodoviária.
A rodovia Mogi-Bertioga é velha conhecida dos mogianos, principalmente no período de verão, quando quilômetros de filas se formam para descer ao litoral. No entanto, além dos turistas, centenas de trabalhadores e estudantes utilizam diariamente a estrada, que é uma das principais ligações da região. Assim como o trajeto para a praia, os motoristas e passageiros sabem das curvas sinuosas e dos perigos que a travessia representa. O risco da Mogi-Bertioga é traduzido em números: em seis anos, foram 2.096 acidentes.
De acordo com a Polícia Rodoviária, dos acidentes registrados no período, 819 tiveram vítimas, das quais 223 graves e 1.048 leves. Entre 2010 e 2015, 72 pessoas perderam a vida na estrada. Outras 1.277 colisões não fizeram vítimas.
Apenas no quilômetro 84, local onde ocorreu o acidente que matou 18 estudantes, foram registrados cinco acidentes de janeiro a maio. De acordo com a Polícia Rodoviária, os acidentes não deixaram vítimas. Entre 2010 e 2015, o trecho acumulou 29 acidentes, sendo 11 com vítimas e 18 sem vítimas. Das pessoas feridas, 11 tiveram ferimentos leves e cinco graves. Em 2014, ano que teve o maior registro de colisões, foram nove feridos, quatro acidentes graves e uma morte.
O trecho onde o acidente foi registrado fica depois da área conhecida como "tobogã", já na descida da serra.