Entrou em vigor ontem o valor da nova tarifa do transporte coletivo público em Itaquaquecetuba. Segundo a administração municipal, o valor da passagem foi reajustado de R$ 3,50 para
R$ 3,80. Para o estudante fica mantido o preço de
R$ 1,45. A mudança gerou insatisfação para a população do município.
A novidade foi publicada na edição do último sábado do jornal Dat, onde são feitas as publicações oficiais do município. Vale lembrar que assim como Mogi das Cruzes, outras três cidades da região do Alto Tietê tiveram aumento. Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Poá já reajustaram, no início do ano, o aumento da tarifa do transporte público municipal de R$ 3,50 para R$ 3,80. Apenas em Poá, o preço sofreu reajuste maior, de 11,76%, passando de
R$ 3,40 para R$ 3,80.
Para a dona de casa, Roseli Dias Vitório, o reajuste não condiz com as condições que o transporte público da cidade oferece. "Diariamente, enfrentamos a demora para conseguir embarcar em um ônibus", comenta a mulher, que se queixa de coletivos insuficientes e lotados.
Segundo a ex-costureira, Josilene Pereira da Silva, que chega a esperar todos os dias entre 20 e 40 minutos por um ônibus, nos horários de pico o atraso é ainda maior. "Estou com o cóccix fraturado e com isso torna-se ainda mais difícil aguardar."
A falta de informação foi outro fator que repercutiu entre a população na tarde de ontem. Para o eletricista Darci Souza, o aumento era desconhecido até momentos antes da entrevista concedida ao jornal. "Estou com
R$ 3,50 contados aqui, e agora não sei como farei", indagou. "Na capital, as pessoas pagam pelo mesmo valor e andam muito mais".
De acordo a prefeitura, o reajuste foi solicitado pela concessionária responsável pelo transporte municipal de Itaquá, a CS Brasil, e ocorreu por força contratual. O contrato assinado em 1998, e renovado em 2008 dá permissão a empresa que opera em 27 linhas, transportando cerca de 57 mil passageiros diariamente, o reajuste anualmente a tarifa, de acordo com os índices inflacionários.
* Texto sob supervisão do editor.