A Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciou, na tarde de ontem, um grande trabalho de limpeza em um terreno de 20 mil metros quadrados, localizado na rua Carlos Barattino, ao lado da unidade mogiana da Fatec, no Mogilar. No local, foi identificada uma situação de risco à saúde pública, com focos para doenças como dengue, chikungunya e hepatite. Com muito lixo, mato alto, carros alegóricos abandonados, entulho, entre outros objetos, o trabalho de remoção começa hoje e a estimativa inicial é que sejam retiradas cerca de 500 toneladas de material inservível.
O trabalho compreende a atuação das Secretarias Municipais de Segurança, Saúde, Serviços Urbanos e do Verde e Meio Ambiente, além dos Departamentos de Fiscalização de Posturas e de Vigilância Sanitária. "Trata-se de um imóvel, localizado em uma área privilegiada da cidade, às margens do rio Tietê, que vinha trazendo risco à população de Mogi das Cruzes pela presença de lixo e de materiais abandonados", explicou o prefeito Marco Bertaiolli, destacando que o imóvel pertence à Universidade de São Paulo (USP).
Na ação de ontem, os técnicos da prefeitura fizeram um levantamento de todos os problemas existentes no imóvel. Além disso, os responsáveis pelas escolas de samba que haviam deixado carros alegóricos no terreno foram intimados a retirar as estruturas de imediato. O armazenamento irregular de materiais para reciclagem também foi detectado e os fiscais da prefeitura notificaram os responsáveis para a interrupção imediata da prática.
O Departamento de Vigilância Sanitária também realizou um levantamento de todos os problemas apresentados. Com isso, será elaborada uma notificação à responsável pela área, que é particular, determinando a adoção de providências para a resolução das situações de risco. O local já vinha sendo acompanhado pelos técnicos como prioritário dentro do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a dengue, chikungunya e zika.
Por outro lado, a Administração Municipal também está analisando a possibilidade da existência de crime ambiental no local, uma vez que o imóvel encontra-se às margens do rio Tietê e, além do lixo, recebia materiais que poderiam assorear o curso de água.
Os responsáveis por brinquedos de um parque de diversões que estavam no local também foram notificados a retirar os materiais e já iniciaram os trabalhos de preparação ainda nesta terça-feira. Já as três famílias que vivem no local e possuem permissão da responsável pelo imóvel foram orientadas sobre os procedimentos que serão adotados e das providências que devem adotar.