O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) de seu mandato, por até 180 dias, é visto com bons olhos por entidades ligadas aos setores do comércio e da indústria. Para elas, o atual cenário político-econômico do País é motivo de bastante apreensão e, para que haja resultados favoráveis, é necessário união de todas as partes.O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê, José Francisco Caseiro, destaca que a medida, por si só, não solucionará a crise vivenciada no País. "O afastamento da presidente é o que esperávamos e acreditamos ser o melhor para o Brasil no atual momento. Isso não significa dizer, no entanto, que a entrada de Michel Temer na Presidência da República vai resolver todos os problemas, da noite para o dia", disse.Caseiro afirma que ainda há muito a ser feito para obter o apoio da população, bem como reconquistar a confiança dos investidores nos próximos meses. "São necessárias medidas drásticas para o restabelecimento de uma política econômica e um planejamento sério das contas públicas, para que o Brasil volte para uma curva de crescimento sem que isso implique na criação de mais impostos. Há uma grande expectativa sobre os anúncios que serão feitos pelo presidente em exercício nos próximos dias, pois eles são decisivos para apontar o caminho que será construído a partir de agora", avaliou.Opinião semelhante é partilhada pela presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Tânia Fukusen. "A saída de Dilma já era um fato esperado. A nossa expectativa agora é de que o Temer faça um governo de coalizão e que, junto com os demais governantes, encontre um caminho para mudar a atual situação econômica do País. Se ele conseguir colocar em prática todas as reformas que vem pretendendo, já será uma tentativa, o que é melhor do que a estagnação que estamos vivendo até então. Vamos torcer", afirmou.