Os moradores do Parque Rodrigo Barreto, em Arujá, farão um protesto em frente à Câmara de vereadores na próxima segunda-feira, a partir das 18h30, durante a sessão ordinária. Uma ação de reintegração de posse, da Imobiliária e Construtora Continental, foi o que motivou o ato, já que famílias que vivem na região estão sendo notificadas a deixar os imóveis.
Segundo o líder comunitário, Jeverson César Viana, o bairro tem milhares de famílias, das quais sete já foram intimadas a deixar suas moradias, na semana passada. "Essas pessoas só não foram despejadas porque a comunidade se reuniu em protesto. Queimaram até pneus", relatou Viana. Trata-se de uma área particular que pertence à empresa Continental.
Viana ainda lembrou que, há duas semanas, aproximadamente, uma área do Parque Rodrigo Barreto teve os imóveis demolidos pela construtora. Por se tratar de uma área particular, a Continental tentou negociar o pagamento de aluguel dos imóveis de quem mora no bairro, mas muitas famílias são contrárias a esse tipo de acordo, segundo o líder comunitário. "A área foi invadida, realmente. Mas depois foi regularizada e nós até pagamos o IPTU. A prefeitura regulamentou a área, asfaltou e trouxe a implantação de redes de água e esgoto", destacou. "Não é justo agora pagarmos o aluguel das casas que nós lutamos para construir. Queremos regularizar essa parte e comprar o imóvel, mas a imobiliária não quer vender, eles só querem negociar se for para pagar o aluguel".
Na próxima segunda-feira, cerca de 60 pessoas vão se reunir na Câmara de Arujá, durante a sessão, para cobrar ações dos parlamentares, segundo adiantou Viana.
A prefeitura também informou que não foi notificada de nenhuma decisão de reintegração de posse no bairro.
Continental
A Imobiliária Continental informou que muitos moradores daquela região são vítimas de estelionatários que se passam por proprietários da área que pertence à empresa para vender. A empresa ainda explicou que não está ocorrendo ações de reintegração de posse no Parque Rodrigo Barreto, "porque existe uma ação de desapropriação judicial que impede, provisoriamente, reintegrações e despejos no referido bairro", informou por meio de nota.
A construtora ainda ressaltou que possui diversas ações de reintegração de posse que serão cumpridas nos próximos dias em lotes de sua propriedade, localizados no Bairro Centro Residencial Arujá.