O prefeito em exercício José Izidro Neto (PMDB) fechou uma parceria com a direção do Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, o Regional de Ferraz, para reforçar o atendimento de pediatria nas unidades básicas de saúde (UBSs). Desde o início deste ano, o Regional parou de atender casos de baixa complexidade no Pronto-Socorro Infantil. 
Para dar conta do atendimento, a Prefeitura de Ferraz quer dobrar a carga horária dos pediatras que aceitarem a proposta. O assunto foi discutido ontem, durante uma reunião entre o prefeito, o secretário de Saúde, Ricardo Zapatta, o ex-vereador Osvaldo Xisto, o diretor técnico do Regional, Vanderlei de Almeida Rosa, a diretora de enfermagem Sueleni Ferreira Forte, a diretora de Apoio Técnico Janaica Luiza Bezerra e a assistente social Ana Maria dos Santos. 
No caso da pediatria, ficou definido que o atendimento nos postos será reforçado e, onde houver necessidade de internação, haverá uma integração do município com o Estado para o encaminhamento dos pacientes, já que o Regional possui leitos para internação.
Ferraz deve colocar à disposição da população também o "Mais Criança", que funcionará das 7 às 19 horas para o atendimento da pediatria com dois médicos e um neurologista, a cada 10 dias. O serviço deve entrar em funcionamento assim que o prédio estiver concluído.
Outro assunto foi o setor de psiquiatria, que está desativado há dois anos no Hospital Regional.
A Vigilância Sanitária considerou a estrutura inadequada para o atendimento e as adequações podem chegar a R$ 900 mil. Hoje, os pacientes são atendidos no Pronto-Socorro, mas o local é inadequado.
"A reunião foi muito importante para estreitarmos os laços e buscarmos melhorias em conjunto para a saúde. Precisamos deste diálogo", ressaltou Izidro.
Já o diretor do Regional reforçou que 70% dos atendimentos feitos no hospital não são de urgência e emergência, o que prejudica o atendimento. Em março deste ano, o hospital atendeu 18 mil pessoas, sendo 72% de Ferraz, seguido depois por Poá, São Paulo, Itaquá e Suzano: "Se tivéssemos pediatria e ortopedia chegaria a 30 mil", afirmou Vanderlei.
Cerca de 70% dos atendimentos poderiam ser feitos na rede básica, segundo ele, o que ajudaria a desafogar o hospital para que a unidade melhorasse o atendimento no Pronto-Socorro.