Passado pouco mais de um mês após a interdição parcial da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Ipiranga, em Mogi das Cruzes, a situação permanece a mesma. Isso porque a unidade aguarda autorização do Estado para que os ajustes necessários para a liberação dos leitos possa ser efetivado.
Conforme já noticiado pelo Grupo Mogi News, após a realização de uma inspeção de rotina no local, em abril, o Grupo de Vigilância Sanitária (GVS) de Mogi das Cruzes, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, interditou parcialmente o espaço. A determinação abrange oito leitos adaptados como UTI adulto e a unidade ficou impedida de admitir novos pacientes.
A medida foi adotada em razão da área física funcional do serviço não estar adequada às exigências das legislações sanitárias vigentes. Além disso, a mesma não está prevista no projeto aprovado pelo Grupo de Vigilância Sanitária.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Hospital Ipiranga, o plano de ajustes para a execução das mudanças na UTI foi entregue dentro do prazo estipulado para o GVS. "O Hospital Ipiranga aguarda a aprovação do órgão para a realização das obras, que serão iniciadas imediatamente após a autorização", informou.
Além disso, a assessoria lembrou que a UTI do primeiro andar, com 12 leitos, permanece funcionando normalmente. "Foram abertos mais cinco leitos para tratamento intensivo no terceiro pavimento da unidade, em conformidade com as normas da instituição reguladora", acrescentou.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, neste momento, os documentos enviados pelo hospital encontram-se em análise. "Não há novidades nesse momento. A interdição prossegue", concluiu.