Suzano recebeu uma menção honrosa da XIII Mostra de Experiências Exitosas, durante a XXX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo. A cidade foi destaque a partir do trabalho "Entrelaços: A história do nascimento do Caps Infantojuvenil de Suzano".
O Centro de Apoio Psicossocial (Caps) Infantojuvenil foi inaugurado no final de fevereiro na cidade e é pioneiro na região. A unidade é responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais. "É um serviço essencial para a área da saúde. As crianças e adolescentes atendidos pelo Caps merecem todo nosso esforço para oferecer o melhor atendimento possível", disse o secretário da Saúde, Eduardo Sélio Mendes Júnior.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada, onde é realizado o acolhimento inicial e, após discussão do caso, se houver indicação é encaminhado ao CAPS infantojuvenil ou atendimento especializado na Atenção Básica.
O Caps Infantojuvenil atende em média 200 usuários de 0 a 17 anos, no qual cada criança ou adolescente passa por um acompanhamento periódico adequado às necessidades individuais, de acordo com seu Projeto Terapêutico Singular (PTS). A nova sede do Caps foi inaugurada em fevereiro, porém o projeto é desenvolvido desde 2013, no Núcleo Entrelaços que funcionava na unidade de saúde central (CSII).
O atendimento psicossocial é feito por uma equipe multiprofissional, neste momento composta por um médico psiquiatra, duas psicólogas, duas fonoaudiólogas, uma enfermeira, um técnico de farmácia, dois auxiliares de enfermagem, além de funcionários do setor administrativo e limpeza.
"O trabalho é realizado em equipe, com as famílias e em rede,e o que se busca com esse trabalho integrado é uma resposta terapêutica satisfatória para a criança e adolescente que acessa o serviço. Esse trabalho em equipe nos deixa muito felizes, os resultados são gradativos, mas que nos orgulham pelo cuidado que é oferecido e as possibilidades de melhora na qualidade de vida de cada criança e jovem atendidos", argumentou a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial, Dulce Ramos .
As oficinas terapêuticas são ferramentas fundamentais para reabilitação psicossocial. A equipe do Caps utiliza como ferramenta de cuidado e estratégia de integração, jogos e atividades lúdicas, oficina musical e de linguagem, além de grupo de esportes.
"O público-alvo está na faixa etária de 0 a 17 anos, gravemente comprometido psiquicamente, com hipóteses diagnósticas dentro dos transtornos do espectro do autismo, psicoses e neuroses graves. O jovem a ser atendido deve ser encaminhado por profissional da Rede Municipal de Saúde Mental, após acolhimento nas UBSs, ou seja após avaliação inicial da equipe da Atenção Básica", lembrou o secretário adjunto de Saúde, Romero Lima.