O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) avaliou que a saída para a gestão dos resíduos sólidos produzidos em Mogi das Cruzes é a reciclagem. De acordo com o prefeito, a cidade conta com o programa Recicla Mogi, que para ser bem efetuado, necessita da conscientização da população para aumentar a arrecadação de materiais. Bertaiolli anunciou que nos próximos dias vai apresentar um balanço sobre o projeto. Ele descartou a instalação de uma usina de incineração no município como forma de dar um destino final ao lixo produzido pelos mogianos.
Junto com o crescimento populacional, a geração de lixo em Mogi está aumentando. Em quatro anos, foi uma alta de 8,4%. Segundo levantamento divulgado pela Prefeitura de Mogi, em 2012 a cidade recolheu 1.411,76 tonelada de material reciclável; em 2013 este número saltou para 1.830,40 tonelada, o que equivale a 29% mais de lixo reciclável. Em 2014, a coleta seletiva de Mogi recolheu 2.064,86 toneladas de resíduos recicláveis e no ano passado foram produzidas 2.113,04 toneladas.
A administração municipal informou que "todos os bairros da zona considerada urbana são atendidos com os serviços de coleta e parte dos bairros localizados na zona rural".
Para o prefeito, o reúso e reciclagem dos resíduos produzidos em Mogi será a saída para uma gestão consciente. "O grande encaminhamento para o lixo em Mogi se chama Recicla Mogi. Estamos avançando devagar sem uma conscientização total da população e poderíamos estar caminhado de forma mais acelerada se todos estivessem envolvidos. A quantidade de dinheiro que podemos extrair do lixo é impressionante. Arrecadamos quase 300 toneladas de resíduos por mês, se extraíssemos 30% disto, seria 90 toneladas a menos de lixo encaminhado para os aterros", destacou.
Bertaiolli ressaltou que além de reduzir os gastos com o transporte do lixo, mais empregos seriam gerados com a reciclagem. "Hoje, pagamos caro pelo transporte e aterro. Vamos economizar em toda a cadeia, ainda com a geração de recursos e empregos. O Recicla Mogi precisa avançar e ter cada vez mais investimento", acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade da criação de uma usina de incineração de lixo, como era planejado há alguns anos, o prefeito afirmou que a técnica não é aprovada. "O Ministério Público e os órgãos ambientais brasileiros não aprovam isso. A grande saída são as unidades de reaproveitamento", avaliou.
Bertaiolli, como presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), disse que pode compartilhar as técnicas do programa Recicla Mogi com as cidades da região.