O secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, vai participar de uma reunião na próxima terça-feira, dia 3 de maio, às 15 horas, para discutir a gripe H1N1 em Mogi das Cruzes. O pedido para o encontro partiu do vereador Carlos Evaristo da Silva (PSD). Cusatis anunciou na tarde de ontem, que pediu a Secretaria Estadual de Saúde o reforço no envio da vacina contra a H1N1 para o Dia D, que ocorrerá no sábado. A cidade está com um déficit de 9 mil doses.
De acordo com Silva, as pessoas estão assustadas com a dimensão da doença que já causou mortes na região e está levando dezenas de pessoas para os hospitais públicos e privados. "Tenho amigos que estão internados. Sabemos que o Hospital Municipal conta com 23 leitos pediátricos, mas temos 42 leitos ocupados, pois as cirurgias adultas foram suspensas para dar espaço para atender os casos", destacou.
Silva afirmou que a reunião com o secretário municipal servirá para esclarecer dúvidas dos vereadores e da própria população que acompanhará o encontro por meio da TV Câmara. "Os hospitais estão lotados de pessoas doentes. Vemos o governo do Estado completamente anestesiado. Há um número elevado de mortes por causa da gripe em São Paulo. Sabemos que a cidade não está recebendo vacinas suficientes para atender as pessoas. Não queremos que no sábado, que será o Dia D de vacinação, elas tenham que voltar sem a vacina pra casa", destacou.
Cusatis solicitou ontem o envio imediato de mais doses da vacinação contra a gripe para atender a demanda crescente no município e a população que vai procurar a imunização no Dia D da campanha. "Mogi está com uma defasagem de 9 mil doses da vacina. Além disso, estamos solicitando um acréscimo de mais 10 mil doses para suprir o atendimento à demanda de pacientes que residem em outros municípios, mas que estão procurando nossas unidades", acrescentou.
A cidade já imunizou 74.910 pessoas, o que corresponde a 74,59% do público alvo. Neste total, estão 17.398 crianças de 6 meses a menores de cinco anos (66,99%), 2.786 gestantes (59,85%), 350 puérperas (mulheres que acabaram de ter filhos) (45,75%), 8.578 trabalhadores da saúde (96,16%), 34.428 idosos (84,57%) e 11.370 doentes crônicos (58,59%).