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A proximidade do fim de ano costuma trazer um fio de esperança em vários setores da economia, uma tentativa final de aumentar a produção, melhorar as vendas e evitar demissões. No entanto, ao menos na indústria de transformação e na construção civil, a espera pela chegada de 2016 será cheia de apreensão.
Uma das maneiras de tentar evitar demissões e segurar despesas são as chamadas férias coletivas. Na região, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, as empresas ainda não sinalizaram com a essa proposta, no entanto o dirigente revela não descartar esse expediente. "Acredito que a situação ainda vai piorar. Não tivemos lay-off (redução temporária do período de trabalho), então penso que teremos as férias coletivas, para tentar segurar o emprego dos trabalhadores. Em outras regiões, as empresas já estão dando o recesso".
Por outro lado, a construção civil vive um momento diferente. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Mogi, Suzano e Região (SintraMog), Josemar Bernardes André, muitas obras que seriam executadas no Alto Tietê foram adiadas, o que deve deixar muitos sem trabalho no final do ano. "Obras públicas, como a alça de acesso do Rodoanel (Mário Covas - SP-21), em Suzano, ainda não foi aprovada. A única coisa que temos é a construção dos túneis (da passagem subterrânea da praça Sacadura Cabral) em Mogi das Cruzes. Muita gente vai ficar sem trabalho neste final de ano".
O sindicalista ainda falou que existe uma quantidade significativa de trabalhadores que estão atuando na construção de alguns prédios, e que esse pessoal deve manter o emprego até a conclusão desses empreendimentos mobiliários.
Estudo
Procurado pela reportagem, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê informou que a entidade "ainda não tem posicionamento sobre férias coletivas neste final de ano. Uma pesquisa será feita agora em novembro". O Ciesp destacou que, "em razão da crise, muitas empresas já utilizaram desse recurso no primeiro semestre, assim como também usaram o banco de horas; algumas estão reduzindo a jornada".
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