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Mais da metade das agências bancárias de Mogi das Cruzes tiveram o atendimento suspenso ontem, em razão da greve dos bancários, que segue por tempo indeterminado. Com isso, muitos mogianos que precisaram dos serviços foram pegos de surpresa.
De acordo com o balanço divulgado pelo Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região, 24 agências localizadas na área central do município e no distrito de Brás Cubas aderiram à paralisação logo no primeiro dia. A previsão é que as demais unidades também suspendam o atendimento de forma gradativa. Ao todo 76 agências compõe a área de abrangência do sindicato, sendo 38 delas em Mogi, 19 em Suzano, 11 em Poá, quatro em Biritiba Mirim e quatro em Salesópolis.
Na tentativa de minimizar os impactos da paralisação, mesmo às agências em greve efetuaram o atendimento aos idosos conforme informou o diretor do sindicato, Gerson Lima. "Até amanhã (hoje), vamos atender os idosos, pois estamos num período de pagamento de aposentadorias e muitos retiram o dinheiro direto na boca do caixa. Nossa intenção não é prejudicar a população, mas sabemos que, infelizmente, muitas pessoas acabam sendo impactadas", disse.
Um dos mogianos prejudicados foi o garçom Jayro Bezerra, de 22 anos, que procurou atendimento em uma agência da área central de Mogi, mas encontrou as portas fechadas. "Tenho que resolver problemas com cheque e agora nem sei quando vou conseguir fazer isso", lamentou.
O mesmo problema foi enfrentado pelo aposentado Oswaldo Constantinove, 70. "Preciso de dinheiro com urgência, então vim ao banco, mas não consegui ser atendido. Não sabia da greve e agora também não sei quando vou conseguir resolver esse problema", reclamou. A greve reflete a rejeição da categoria à proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste salarial e de benefícios de 5,5%, além de pagamento de um abono no valor de R$ 2,5 mil não incorporados ao salário. Os bancários reivindicam um reajuste de 16%, contando com a inflação do período e aumento real de 5,7%, melhorias nas condições de trabalho e maior participação nos lucros dos bancos.
Apesar da paralisação, as contas vencem normalmente e os pagamentos não devem ser protelados. A orientação do Procon-SP é que para evitar a cobrança de eventuais encargos e o envio do nome aos serviços de proteção ao crédito o consumidor deve se atentar aos prazos de vencimento das contas e entrar em contato com a empresa para solicitar opções de formas e locais para pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos, dentre outros.
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