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Uma solução para a destinação do lixo gerado na região com um custo menor foi o principal pedido feito pelos prefeitos que participaram ontem, em Salesópolis, da reunião do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) com a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Faga Iglecias.
Enquanto ela defende a presença de um aterro sanitário na região, mesmo que seja para receber um volume menor de resíduos em função do melhor aproveitamento do lixo, ampliação da reciclagem e de ações de conscientização da população, o presidente do Condemat e prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), descarta essa possibilidade. Ele afirma querer do governo do Estado ajuda para o tratamento do volume coletado nas cidades e não um local para depositá-lo.
"Vamos utilizar o aterramento como todos os outros países utilizam, mas não aterrar tudo. Temos que olhar para aquele conteúdo e ver o que é possível fazer. Inclusive, pensar na redução da geração de resíduo", declarou a secretária. Segundo ela, o Alto Tietê precisa ter um local para o descarte em alguma das cidades da região para que o transporte seja um problema a menos.
"Tem que haver aterro, mas a preocupação deve ser diminuir a quantidade que vai para lá. O que nós temos que ver para essa região é qual o melhor local, onde dá para licenciar, se não vai afetar áreas de mananciais e, desta forma, poder ter uma solução consorciada. Não vale a pena cada cidade ter o seu aterro, temos que identificar onde seria melhor para todos", justificou Patrícia.
Apesar da indicação da secretária, o presidente do Condemat descarta a possibilidade. "O Plano Nacional dos Resíduos Sólidos atribui a unidade de aterro sanitário controlado como destino correto do lixo no Brasil, mas temos caminhos mais corretos e eficazes".
Segundo ele, as prefeituras precisam reciclar tudo o que é possível. "Antes de falar de tratamento, temos que tirar tudo que tem valor para reciclar e reaproveitar. Não tem sentido falar de aterro se não tirarmos do lixo o que tem valor. Nenhuma cidade nossa precisa de aterro, todas encaminham seus resíduos para aterros de fora. O que nós temos é a necessidade de tratar o resíduo sólido, seja por meio de catadores, cooperativas ou novas tecnologias", declarou o mogiano.
Custo
O alto custo gerado para o transporte do lixo, já que cidades como Suzano e Poá, por exemplo, encaminham para um aterro sanitário em Guarulhos, além de Mogi, que envia para Jambeiro, no Vale do Paraíba, foi o ponto mais criticado pelos prefeitos ontem, entre eles o de Arujá, Abel Larini (PR); de Salesópolis, Benedito Rafael da Silva (PSD); de Santa Isabel, Gabriel Gonzaga Bina (PV), o Padre Gabriel; e de Biritiba Mirim, Carlos Alberto Taino Junior (PSDB), o Inho. "É preciso parar de passear com o lixo, porque a conta do transporte está ficando cada vez mais insuportável para as cidades", concluiu Bertaiolli.
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