O Irã desmentiu hoje (1º) o presidente dos Estados Unidos (EUA) e negou ter solicitado um cessar-fogo, como Donald Trump anunciou horas antes nas redes sociais. As afirmações de Trump são “falsas e infundadas”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Esmail Baghaei, citado pela agência iraniana Mehr. Antes da notícia da Mehr, a embaixada do Irã em Madri tinha assegurado, em publicação nas redes sociais, que o país negava oficialmente ter solicitado um cessar-fogo. A representação diplomática anexou uma captura de tela da mensagem publicada por Trump, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE. “O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América”, anunciou Trump, sem especificar a que líder iraniano se referia. “Consideraremos [o cessar-fogo] quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido”, acrescentou. Até lá, os Estados Unidos vão continuar a “bombardear o Irã até à aniquilação ou, como dizem alguns, até que regresse à Idade da Pedra!”, acrescentou o líder norte-americano. Trump anunciou antes que fará um “importante discurso” à nação às 21h de Washington sobre a guerra, em mensagem que surge após uma série de comentários sobre o possível fim do conflito. O líder norte-americano disse, nessa terça-feira, que previa que os EUA se retirassem do conflito no Oriente Médio em “duas ou três semanas”. Os Estados Unidos iniciaram a ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, em conjunto com Israel. O Irã respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelenses nos países da região e com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do comércio petrolífero mundial. A guerra já deixou mais de 3 mil mortos, principalmente no Irã e Líbano. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após alertas de Trump Manifestações anti-Trump reúnem milhões em diversas cidades dos EUA "Guerra é do Trump, não é do povo brasileiro", diz Lula