O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que quer que a proibição de quatro anos imposta à Rússia de participar em torneios internacionais seja retirada, porque não surtiu qualquer efeito. Os clubes russos e a seleção nacional estão suspensos das competições da Fifa e da Uefa desde que o país invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. “Essa proibição não alcançou nada, apenas criou mais frustração e ódio”, afirmou Infantino à Sky Sports. “Permitir que meninas e meninos da Rússia joguem futebol em outras partes da Europa ajudaria.” Infantino disse que a Fifa “na verdade nunca deveria banir nenhum país de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos”. “Alguém precisa manter os laços abertos”, acrescentou o dirigente de 55 anos. O ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, disse que os comentários de Infantino foram “irresponsáveis” e “infantis”. “Eles separam o futebol da realidade em que crianças estão sendo mortas”, declarou Bidnyi à Sky Sports. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, manteve que a guerra na Ucrânia precisa terminar para que a Rússia seja reintegrada, ecoando as declarações na coletiva de imprensa de encerramento do Congresso da Uefa em abril do ano passado. Infantino também defendeu a decisão da Fifa de conceder um prêmio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sorteio da Copa do Mundo de 2026. "Então, tudo o que pudermos fazer para ajudar a paz no mundo, devemos fazer, e por essa razão, há algum tempo estávamos pensando se deveríamos fazer algo para recompensar as pessoas que fazem algo", disse Infantino. "Objetivamente, ele [Trump] merece." * É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Fifa impede participação da Rússia na Copa do Mundo CAS nega pedido de União Russa de Futebol e país segue fora da Copa CAS rejeita recursos de federação e clubes da Rússia contra suspensões