A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (6), a advogada argentina Agostina Paez por ofensas racistas no dia 14 de janeiro último contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ela foi localizada em Vargem Pequena, bairro da capital carioca. A captura, em cumprimento a um mandado de prisão, foi resultado da investigação que terminou com o indiciamento da estrangeira pelas ofensas racistas. A prisão foi efetuada por policiais civis da 11ª Delegacia de Polícia, da Rocinha. O crime ocorreu no dia 14 de janeiro, quando a vítima compareceu à delegacia e relatou ter sido alvo de xingamentos de cunho racial durante uma discussão envolvendo o pagamento da conta do estabelecimento. Conforme apurado, a investigada apontou o dedo para o trabalhador, utilizou a palavra mono, que significa macaco em espanhol, e passou a imitar gestos e reproduzir sons do animal. Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários em um bar de Ipanema - Reprodução/@AgostinaPáez via Instagram As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas após análise das imagens de câmeras de segurança. Ao longo da apuração, de acordo com a Polícia Civil, agentes ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos. Antes de decretar a prisão preventiva, a Justiça do Rio, a pedido do Ministério Público, já tinha proibido a denunciada de deixar o país, reteve o passaporte dela e determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Nessa quinta-feira (5), em uma publicação no Instagram, Agostina diz que recebeu a notificação da prisão por perigo de fuga e disse que estava usando a tornozeleira eletrônica e estava à disposição da polícia. “Estou desesperada, estou morta de medo”. Na ação, consta que a versão apresentada pela denunciada é que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas. O crime de racismo - previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89 - prevê pena de prisão de dois a cinco anos. Relacionadas Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos Cartilha une saberes de terreiros e prevenção do câncer em negras STJ mantém prisão de piloto acusado de espancar jovem em Brasília