Israel informou nesta segunda-feira (26) que recuperou os restos mortais do último refém mantido em Gaza, o policial Ran Gvili. A descoberta e o retorno do corpo podem significar a reabertura limitada da passagem de Rafah, a principal ligação do enclave devastado com o mundo exterior. O Exército de Israel divulgou um vídeo em que tropas cantam o hino nacional ao redor do caixão do refém. A Reuters não pôde verificar a localização ou a data da gravação. Em pronunciamento ao Parlamento israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que não há mais reféns em Gaza e descreveu Gvili como um herói. O policial estava de folga e se recuperando de um ferimento quando foi morto combatendo militantes do Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023. O retorno dos restos mortais de Gvili cumpre uma condição imprescindível da fase inicial do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza. No entanto, outros compromissos não foram cumpridos e há grandes divergências sobre os próximos passos. O governo Trump anunciou que está dando início a próxima fase do plano de paz, que tem entre suas metas a reconstrução de Gaza e sua desmilitarização. Exército de Israel Em um comunicado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que a descoberta dos restos mortais de Gvili confirma o compromisso do grupo com o acordo. O Hamas informou que forneceu informações que ajudaram a localizar o corpo do refém. Arquivo Um comitê de tecnocratas palestinos apoiado pelos Estados Unidos para administrar Gaza disse que a passagem da fronteira de Rafah, entre o enclave e o Egito, seria aberta esta semana. A divisa deveria ter sido aberta durante a fase inicial, mas autoridades israelenses se opuseram, dizendo que o Hamas deveria primeiro devolver o último refém restante. A Reuters informou na sexta-feira que Israel pretende limitar o número de palestinos que entram em Gaza pela passagem da fronteira a uma quantidade menor do que os que saem. Relacionadas Hamas entrega corpos de dois reféns israelenses Ajuda humanitária chega a Gaza, com disputa sobre corpos de reféns