Os eleitores portugueses foram às urnas neste domingo (18) para escolher o sucessor do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já exerceu dois mandatos de cinco anos. Com a quase totalidade dos votos apurados, o candidato socialista António José Seguro chegou a mais de 31% dos votos e garantiu o lugar no segundo turno, na qual será acompanhado por André Ventura, do Chega, que conquistou 23,5% dos eleitores. No final da noite, o candidato apoiado pelo Partido Socialista quis marcar a independência e prometeu ser "o presidente dos novos tempos". Já o líder do Chega declarou-se, perante os resultados, líder da direita. António José Seguro destacou “a natureza independente” da sua candidatura e convidou “todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas” a votarem nele no segundo turno, em 8 de fevereiro, para derrotar “o extremismo” e “quem semeia ódio e divisão entre os portugueses”. “Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República”, assegurou. “Esta não é uma candidatura partidária nem nunca será”, disse Seguro, acrescentando que “hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”. O candidato, que ficou primeiro lugar, frisou que para ele “não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal”. “Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, garantiu, recebendo mais aplausos. “Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós”. O socialista disse estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos” e para fazer de Portugal “um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários”, sem esquecer a saúde ou a habitação. Na visão de António José Seguro, “a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada”. Já André Ventura comemorou ter conseguido “liderar o espaço não socialista” e disse que “o país despertou”. Candidato à presidente de Portugal do partido Chega, André Ventura. Reuters/Pedro Nunes/Proibida reprodução "Olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer", frisou o candidato do Chega. "A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", sublinhou, em meio a gritos e aplausos. "Num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do governo e do montenegrismo". André Ventura considerou que fez uma "campanha sem ofensa" e falou na “maior honra” da sua vida ao ser escolhido para disputar o segundo turno. O candidato do Chega acusa o Partido Socialista de ser "o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está". Relacionadas Europeus ameaçados por EUA dizem que continuarão unidos por soberania Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo Na Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico