Aos 54 anos, Marcos Palmeira fez novelas que enriqueceriam qualquer currículo. "Vale Tudo", "Pantanal", "Irmãos Coragem", "Renascer", "Torre de Babel". Outra lista enorme, até "Velho Chico". Tem muito orgulho do remake de "O Rebu", e de "Os Dias Eram Assim", que está no ar. "Falar desse período da história do Brasil, como a gente está fazendo, é necessário. Fico feliz que o público esteja gostando."
Seus mestres? O tio. "Minha primeira atuação na Globo foi no 'Chico Anysio Show'. Fazia um gay bem afetado. Quando contracenava com o Chico, ele me dava o tom. Veio desse convívio uma forma de entendimento." Ser pai lhe abriu um outro patamar. "Sempre tive a maior dificuldade para chorar. A Júlia liberou meu choro, me tornou mais emotivo, mas acho que, como ator, não posso ser piegas. Tenho de dosar, me controlar." E ele dá sua definição de ator: "É emocionar os outros, mas sem que a gente, necessariamente, se emocione."
Em 2004, fez o documentário "A'uwe", que virou série e depois programa na TV Cultura, com foco na causa indígena. Tem pronta outra série, ainda sem data, no Cine Brasil. "Manual de Sobrevivência para o Século 21". O título já diz tudo. (E.C.)