A leveza é uma característica inata de Daniel de Oliveira. Com um largo sorriso no rosto e seu persistente sotaque mineiro, o ator nem de longe lembra o ardiloso Vitor, de "Os Dias Eram Assim". É com naturalidade também que ele se vê na pele de um vilão - posto que ocupou pouco desde seu primeiro papel de destaque, na temporada de 1999 de "Malhação". "Não escolho muito, não. Se é vilão ou bonzinho, pouco importa para mim. Vou sempre atrás de boas histórias e parcerias", define.
Por isso, não hesitou na hora de praticamente emendar os trabalhos com as gravações de "Nada Será Como Antes", minissérie exibida até dezembro de 2016. Na história de Ângela Chaves e Alessandra Poggi, Vitor começa como o braço direito de Arnaldo, personagem de Antônio Calloni, um empreiteiro apoiador do regime militar, e assim, inicia o namoro com Alice, de Sophie Charlotte, com quem o ator é casado.
Ao lado de sua mãe Cora, vivida por Susana Vieira, ele vê seus planos de assumir o império do sogro começarem a ruir quando Alice se apaixona por Renato, interpretado por Renato Góes. Porém, ele consegue separar o casal e passa a viver com Alice no exterior. Tudo muda quando a família de Vitor volta a viver no país, e Renato retorna do exílio. 
Natural de Belo Horizonte (MG), Daniel começou a carreira fazendo comerciais. Não demorou para surgir a primeira oportunidade como ator, na novela "Brida", transmitida pela extinta Manchete. Além de perfilar papéis na tevê, o ator de 39 anos também tem uma extensa jornada no cinema. Filmes como "Cazuza" e "Zuzu Angel" marcaram sua trajetória. "Gosto muito de cinema. É tudo muito diferente da tevê. É um tempo, um cuidado. A tevê é uma adrenalina só, daquelas que vicia", define. ("Os Dias Eram Assim", Globo. Segundas, terças, quintas e sextas-feiras, às 23 horas)